Multidão se mobiliza em apoio ao governo iraniano; assista ao vídeo

Mídia estatal menciona centenas de milhares; presidente marca presença na “marcha de resistência nacional” em Teerã.

2 min de leitura
Os atos de apoio ao governo se dão enquanto várias cidades iranianas continuam a lidar com protestos contra a grave crise econômica, inflação elevada, desvalorização acentuada da moeda e aumento dos preços de bens essenciais

Os atos de apoio ao governo se dão enquanto várias cidades iranianas continuam a lidar com protestos contra a grave crise econômica, inflação elevada, desvalorização acentuada da moeda e aumento dos preços de bens essenciais

Manifestações em Apoio ao Governo Iraniano

Centenas de milhares de iranianos participaram de manifestações em apoio ao governo nesta segunda-feira (12 de janeiro de 2026) em diversas cidades do país. O presidente Masoud Pezeshkian se juntou aos manifestantes em Teerã, onde a multidão carregava bandeiras iranianas e retratos do aiatolá Ali Khamenei.

Imagens divulgadas por emissoras estatais mostraram grandes concentrações em cidades como Birjand, Zanjan, Kerman, Zahedan, Rasht, Arak, Mashhad e Tabriz, com os participantes expressando apoio às autoridades e suas medidas de reforma.

Horários e Contexto das Manifestações

Os comícios começaram às 14h no horário local em várias províncias, enquanto em algumas localidades as manifestações tiveram início mais cedo, às 9h e 11h. No domingo (11 de janeiro), Pezeshkian convocou a população para uma “marcha de resistência nacional”. Durante uma transmissão à TV estatal, o presidente afirmou que está trabalhando para apaziguar a indignação dos iranianos em relação à situação econômica, mas garantiu que “não permitirá que os manifestantes desestabilizem o país”.

Esses atos de apoio ao governo ocorrem em meio a protestos em várias cidades iranianas, que enfrentam uma grave crise econômica, caracterizada por alta inflação, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais. As autoridades iranianas atribuem os protestos à interferência internacional, culpando os Estados Unidos e Israel por apoiar os manifestantes.

Repressão e Contexto Político

As manifestações, que começaram em dezembro de 2025, exigem reformas políticas e do sistema judiciário, além de maior liberdade e críticas ao governo de Khamenei, líder supremo do país. O Irã tem reprimido fortemente os protestos. Segundo a agência Hrana (Human Rights Activists News Agency), até o domingo (11 de janeiro), 544 pessoas morreram, incluindo 47 integrantes das forças policiais, e 10.681 foram presas.

Khamenei, que comanda o Irã desde 1989, exerce poder absoluto em uma teocracia islâmica xiita, onde as leis são baseadas na Sharia. O regime impõe severas restrições às mulheres, incluindo o uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e a necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição é fragmentada, composta por monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem uma liderança unificada.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile