Negociação estagna e EUA deixam Paquistão sem acordo com Irã

Entraves no programa nuclear iraniano e na liberação do estreito de Ormuz são destaques no Poder360.

12/04/2026 1:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Negociações entre EUA e Irã não resultam em acordo de paz

Após 21 horas de intensas negociações em Islamabad, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou que a comitiva americana deixou a capital paquistanesa sem um acordo de paz. As conversas, que buscavam encerrar o conflito armado entre os EUA e o Irã, que já dura mais de 40 dias, não avançaram conforme esperado.

De acordo com Vance, o Irã não aceitou as condições propostas pelos EUA, sendo a principal exigência a não construção de armas nucleares. O vice-presidente afirmou que a falta de acordo representa uma situação mais desfavorável para o Irã do que para os Estados Unidos.

Pontos de impasse nas negociações

Um dos principais obstáculos nas tratativas é a reabertura do estreito de Ormuz, crucial para o fornecimento global de petróleo e gás natural. O Irã bloqueou essa passagem desde o início do conflito, o que resultou em um aumento significativo nos preços do petróleo devido à escassez de oferta.

Atualmente, o Irã defende a cobrança de taxas de trânsito para embarcações que utilizam o estreito, buscando assim aumentar sua receita e reforçar sua posição estratégica. Embora autoridades iranianas afirmem que a passagem está reaberta, a situação permanece instável, com ameaças de destruição de navios que não tenham autorização para atravessar.

Demandas de cada lado

As exigências dos Estados Unidos incluem:

  • Garantia de livre navegação no estreito de Ormuz;
  • Contenção do programa nuclear iraniano;
  • Redução da capacidade militar do Irã na região;
  • Limitação da influência de aliados do Irã;
  • Manutenção de sanções econômicas.

Por outro lado, o Irã busca:

  • Manter ou aumentar seu controle sobre o estreito de Ormuz;
  • Suspensão das sanções econômicas;
  • Acesso a ativos financeiros congelados;
  • Reparações de guerra;
  • Cessar-fogo regional mais amplo;
  • Preservação de suas capacidades militares e nucleares.

Desafios para um acordo

As negociações enfrentam desafios estruturais que vão além do conflito atual. Os EUA condicionam qualquer avanço à limitação do programa nuclear iraniano e à garantia de navegação livre, enquanto o Irã vê essas exigências como uma violação de sua soberania.

Além disso, existem divergências sobre sanções, ativos congelados e a segurança regional, complicadas pela desconfiança histórica entre os dois países. Essa situação torna um acordo abrangente politicamente delicado e tecnicamente desafiador, mesmo com a continuidade das negociações.

Essas conversas marcam a primeira reunião direta entre representantes dos EUA e Irã em mais de uma década, além de serem as mais significativas desde a Revolução Islâmica de 1979.

Fonte por: Poder 360

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