Nvidia e AMD (Advanced Micro Devices) firmaram um acordo com o governo dos Estados Unidos para destinar 15% das receitas provenientes das vendas de chips no mercado chinês.
O acordo foi divulgado por veículos de comunicação dos Estados Unidos, incluindo o New York Times e o Wall Street Journal, que o consideraram “altamente incomum”. Ele possibilita que empresas obtenham licenças de exportação para a China, após restrições anteriores à comercialização de chips avançados para inteligência artificial.
A decisão representa uma flexibilização das restrições estabelecidas pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano) em abril de 2025. Naquela ocasião, a equipe do republicano informou à Nvidia que removeria o bloqueio à exportação do chip H20, desenvolvido para o mercado chinês, após a gestão anterior de Joe Biden (Partido Democrata) ter limitado a venda de chips mais sofisticados.
O acordo permite que a Nvidia retome as vendas do chip H20 e a AMD comercialize o chip MI308 na China. As restrições anteriores foram impostas em razão de preocupações de segurança nacional.
Especialistas que atuaram no primeiro mandato de Trump emitiram comunicado expressando “profunda preocupação” de que o chip H20 da Nvidia pudesse aumentar as capacidades de inteligência artificial da China.
Um grupo de 20 especialistas em segurança, em carta enviada no mês passado ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, alertou que, apesar dos maiores compradores de chips H20 da Nvidia serem empresas civis na China, existe a possibilidade de que esses componentes sejam utilizados pelo Exército chinês.
O diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, conduziu um esforço concentrado para reativar as vendas, tendo se encontrado com o presidente Trump na semana passada.
O acordo é firmado em um momento de alinhamento nas relações comerciais entre Pequim e Washington.
Em maio, as duas maiores economias chegaram a um cessar-fogo de 90 dias em seu conflito comercial. No final de julho, os dois países indicaram apoio à prorrogação desse período, embora um acordo ainda não tenha sido formalizado. O prazo originalmente definido em maio expira na terça-feira (12 de agosto).
Fonte por: Poder 360