O impacto da volta da NHL nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026

Reintegração da elite do hóquei no gelo promete elevar nível técnico e audiência global nos Jogos Olímpicos após dez anos.

18/01/2026 6:30

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aneis olimpicos

Retorno dos Atletas da NHL aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

A confirmação oficial da participação dos atletas da National Hockey League (NHL) nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que ocorrerão em Milão e Cortina d’Ampezzo, representa um marco significativo na história do hóquei. O anúncio, feito em conjunto pela NHL, pela Associação de Jogadores da NHL (NHLPA) e pela Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), encerra um hiato que se estendeu desde 2014. A ausência dos melhores jogadores nas edições de PyeongChang (2018) e Pequim (2022) levantou questões sobre a legitimidade técnica dos torneios, tornando a volta dos atletas da NHL uma questão central para analistas e fãs. Este retorno não apenas reestabelece o prestígio da medalha de ouro olímpica, mas também permite que uma nova geração de estrelas represente suas nações no maior palco esportivo do mundo.

Histórico da Relação entre a NHL e o COI

A relação entre a NHL e o Comitê Olímpico Internacional (COI) sempre foi complexa, marcada por interesses comerciais, logística de calendário e custos de seguro. Durante grande parte do século XX, o hóquei olímpico foi um torneio para amadores, excluindo os profissionais da NHL, mas permitindo a participação de atletas do bloco soviético, que atuavam como profissionais “de fato”.

Nas últimas décadas, essa dinâmica mudou significativamente:

  • 1998 (Nagano): A estreia dos jogadores da NHL nas Olimpíadas, com a liga paralisando sua temporada regular. A República Tcheca, liderada por Dominik Hašek, conquistou o ouro.
  • 2002 a 2014: Considerada a “era de ouro” da NHL nas Olimpíadas, com o Canadá vencendo três das quatro edições realizadas.
  • 2018 (PyeongChang): A NHL não liberou os jogadores, citando questões financeiras e logísticas.
  • 2022 (Pequim): A pandemia de COVID-19 e o desajuste no calendário da liga resultaram em nova ausência dos atletas.

A Importância Técnica e o Formato “Best-on-Best”

A relevância do retorno dos jogadores da NHL aos Jogos Olímpicos de 2026 está ligada ao conceito de “best-on-best” (melhor contra melhor). Sem a presença da NHL, o torneio olímpico se torna uma competição de nível secundário, composta principalmente por jogadores de ligas europeias ou da NCAA.

O retorno em 2026 promete elevar o nível técnico do torneio:

  • Validação competitiva: A medalha de ouro volta a ser o título indiscutível de supremacia mundial.
  • Confronto de gerações: Estrelas como Connor McDavid e Auston Matthews terão a oportunidade de jogar suas primeiras Olimpíadas.
  • Equilíbrio de forças: Com elencos completos, seleções como Finlândia, Suécia e Estados Unidos poderão competir em pé de igualdade com o Canadá.

Regras e Ajustes Logísticos para 2026

Para viabilizar a participação, um acordo complexo foi necessário, incluindo a paralisação da temporada da NHL em fevereiro. As regras do torneio olímpico, geridas pela IIHF, diferem ligeiramente das da NHL, exigindo adaptações rápidas dos atletas.

Os principais pontos de atenção incluem:

  • Tamanho do gelo: O gelo olímpico é mais largo que o da NHL, mas para 2026, a IIHF deve utilizar as medidas da NHL para facilitar a adaptação dos jogadores.
  • Regras de jogo: Diferenças em infrações e punições exigirão que os atletas se ajustem rapidamente.
  • Formato do torneio: Composto por 12 equipes divididas em grupos, onde os melhores avançam para as quartas de final.

Projeção de Potências e Estrelas

O cenário para 2026 apresenta um favoritismo dividido, com talentos de diversas nacionalidades na NHL.

As principais forças e seus destaques incluem:

  • Canadá: Com estrelas como Connor McDavid e Nathan MacKinnon, a profundidade do elenco é impressionante.
  • Estados Unidos: Liderados por Auston Matthews e os irmãos Hughes, buscam um ouro que não conquistam desde 1980.
  • Suécia: Conhecida pela defesa sólida, contará com nomes como Victor Hedman e Rasmus Dahlin.
  • Finlândia: Atual campeã olímpica e mundial, com jogadores centrais como Aleksander Barkov.

Curiosidades Olímpicas do Hóquei

A história do hóquei olímpico é rica em momentos marcantes, muitos dos quais ganharam relevância devido ao contexto dos jogadores envolvidos.

  • O “Golden Goal”: Sidney Crosby marcou o gol da vitória do Canadá sobre os EUA em Vancouver 2010, um evento histórico.
  • Teemu Selänne: Detentor do recorde de maior pontuador da história do hóquei olímpico masculino, competiu em seis Olimpíadas.
  • Trégua temporária: Durante as Olimpíadas, rivais na NHL tornam-se companheiros de seleção, criando narrativas únicas.

A reintegração dos atletas da NHL nos Jogos Olímpicos, garantida para 2026 e 2030, não é apenas uma questão de entretenimento, mas de integridade esportiva. Ao assegurar que os melhores talentos do mundo disputem a medalha de ouro, a comunidade do hóquei valida a importância histórica do torneio e oferece ao público um espetáculo de velocidade, habilidade e estratégia.

Fonte por: Jovem Pan

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