O que esperar da Venezuela após a captura de Maduro
Estados Unidos consideram intervenção militar mais ampla se regime não cooperar
Crise na Venezuela após captura de Maduro
A Venezuela enfrenta uma situação de instabilidade após a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças americanas em Caracas. O evento gerou repercussões significativas tanto no país quanto no cenário internacional.
Na segunda-feira (6), durante sua primeira aparição no tribunal em Nova York, Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas. Maduro reafirmou sua posição, afirmando: “Eu ainda sou o presidente do meu país”. A próxima audiência está agendada para 17 de março, e ambos não estão buscando fiança.
Desdobramentos políticos na Venezuela
Com a captura de Maduro, Delcy Rodríguez, uma aliada próxima, assumiu a presidência interina da Venezuela. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que está no controle da situação e não descartou a possibilidade de uma intervenção militar no país, caso o novo governo não colabore.
O envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela é descrito como uma “operação militar em andamento”, segundo Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca. Ele destacou que a administração americana está utilizando seu controle sobre a economia venezuelana para pressionar o novo governo.
Planos e expectativas dos EUA
O líder da maioria no Senado, John Thune, mencionou que informações sobre o cronograma de controle dos EUA sobre a Venezuela podem ser divulgadas em breve. No entanto, há incertezas sobre a existência de um plano claro por parte do governo Trump para o país.
Retorno de María Corina à Venezuela
A líder da oposição, María Corina Machado, anunciou sua intenção de retornar à Venezuela o mais rápido possível, apesar de não ter contato com Trump desde outubro. O governo americano, no entanto, rejeitou a ideia de que ela assuma a presidência, alegando falta de legitimidade, o que gerou críticas.
Questões relacionadas ao petróleo
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, se reunirá com executivos do setor petrolífero para discutir a situação na Venezuela. Trump acredita que as empresas do setor poderão reconstruir a infraestrutura energética do país em menos de 18 meses.
Além disso, Washington planeja interceptar um petroleiro associado à Venezuela, que a Rússia reivindica jurisdição, como parte de suas ações para impor um bloqueio na costa venezuelana.
Ameaças e advertências internacionais
Trump também fez advertências a outros países que considera não cooperativos, mencionando a possibilidade de ações militares na Colômbia e alertando o México sobre a necessidade de se organizar em relação ao tráfico de drogas. Ele ainda fez comentários sobre a Groenlândia, afirmando que os EUA “precisam” da região.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.