Obsession with weight impacts mental health of young people

Estudo associa dietas e exercícios rigorosos a ansiedade e depressão; meninas e mulheres são mais suscetíveis a pressões estéticas.

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Estudo Revela Impactos Psicológicos de Dietas Restritivas em Jovens

Um novo estudo da Universidade de Warwick, na Inglaterra, destaca que jovens que mantêm dietas rigorosas e se exercitam excessivamente, mesmo aparentando boa saúde, podem enfrentar altos níveis de ansiedade, depressão e sofrimento psicológico na vida adulta. A pesquisa foi publicada na revista Current Psychology e analisou dados do Millennium Cohort Study, que acompanha milhares de jovens desde a infância.

Os pesquisadores coletaram informações em dois períodos: entre 2018 e 2019, com 10.625 adolescentes de 17 anos, e em 2021, quando esses jovens tinham 20 anos, durante a pandemia de Covid-19. Os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares, prática de exercícios e saúde mental, permitindo a identificação de quatro perfis principais relacionados ao controle do peso.

Resultados da Pesquisa e Saúde Mental

Os melhores resultados psicológicos foram observados em jovens com peso normal que não seguiam dietas restritivas nem se exercitavam com foco em emagrecimento. Em contrapartida, aqueles com sobrepeso, baixo peso ou que controlavam rigidamente a alimentação e a atividade física relataram piores indicadores de saúde mental.

A pesquisa também evidenciou que o estigma relacionado ao peso impacta negativamente a saúde mental, independentemente do IMC (Índice de Massa Corporal). Jovens com peso considerado normal, mas que seguiam dietas e se exercitavam, relataram sentir-se vigiados e insatisfeitos com a própria aparência, além de sofrerem com pressões sociais e comparações.

Vulnerabilidade das Meninas e Mulheres Jovens

O estudo aponta que meninas e mulheres jovens são mais suscetíveis a preocupações relacionadas à imagem corporal. Sinais de sofrimento psicológico incluem mudanças drásticas nos hábitos alimentares, pular refeições e culpa após comer. A pesquisa destaca a importância de observar o comportamento diário dos jovens e como eles falam sobre seus corpos.

Comentários frequentes de desvalorização, medo intenso de engordar e sensibilidade a críticas sobre a aparência são indicadores de insatisfação corporal que pais e cuidadores devem estar atentos.

Considerações Finais

Os resultados deste estudo ressaltam a necessidade de promover uma abordagem mais saudável em relação à alimentação e à imagem corporal entre os jovens. É fundamental que pais e educadores incentivem hábitos saudáveis sem a pressão de padrões estéticos, visando o bem-estar psicológico e emocional dos adolescentes.

Fonte por: Poder 360

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