Olten refuta favorecimento a Casares: ‘Meu compromisso é com o São Paulo’
Mudança no quórum para impeachment de presidente do clube gera explicações detalhadas
Esclarecimentos sobre o Impeachment de Julio Casares no São Paulo
Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, fez esclarecimentos sobre o processo de impeachment que Julio Casares enfrenta. As declarações ocorreram após a alteração no quórum necessário para o afastamento do presidente, que agora exige 75% dos votos dos conselheiros, conforme o artigo 58 do Estatuto do clube. Anteriormente, o quórum era de dois terços, segundo o artigo 112. Olten defendeu a mudança, afirmando que nenhuma decisão feriu o Estatuto e que a escolha pelo artigo 58 se baseia no princípio jurídico “In dubio pro reo”, que significa “na dúvida, a favor do réu”.
Alterações no Processo de Votação
A data da votação foi alterada de 14 para 16 de janeiro para atender à exigência de que os editais de convocação sejam emitidos com oito dias de antecedência. A oposição do São Paulo solicitou a possibilidade de voto híbrido, temendo que a reunião, marcada para o período de férias, tenha baixa participação. Olten argumentou que a votação secreta deve ser realizada presencialmente, dada a importância do tema, que afeta a estrutura e a credibilidade do clube.
Ele também expressou preocupações sobre a possibilidade de contestações e recontagens em votações híbridas, que poderiam dificultar a supervisão do processo. Olten lembrou que, embora questões como expulsões de conselheiros já tenham permitido votos híbridos, o impeachment de um presidente é uma situação de maior gravidade e requer um processo mais rigoroso.
Como Funciona o Impeachment no São Paulo
O impeachment foi iniciado com um pedido que obteve 57 assinaturas, superando o mínimo de 50. O Conselho Consultivo do clube emitiu um parecer contrário ao impeachment, que, embora não seja determinante, serve para fundamentar a discussão dos votos. Para que Casares seja afastado provisoriamente, são necessários pelo menos 191 votos, ou seja, 75% dos conselheiros. Após essa votação, uma Assembleia Geral de sócios deve ser convocada para ratificar a decisão, onde a maioria simples é suficiente.
Se o presidente for afastado tanto pelo Conselho quanto pela Assembleia, ele será banido do clube. Caso renuncie, poderá permanecer no Conselho Consultivo, como ocorreu com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que deixou o cargo em 2015 sob acusações de desvio de recursos.
Conclusão sobre a Sindicância e Questões Internas
Olten Ayres de Abreu Júnior reconheceu que as investigações em andamento na Polícia Civil e no Ministério Público afetam o clube, mas evitou comentar sobre o assunto, afirmando que não teve acesso aos inquéritos. Em relação à sindicância sobre o uso irregular de um camarote no Morumbi, ele informou que a apuração já foi concluída pelo Conselho de Ética e que os detalhes permanecem sob sigilo.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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