OMI afirma que escolta naval não assegura segurança no Estreito de Ormuz

ONU destaca que ajuda militar não resolve bloqueio que impacta 25% do escoamento global de petróleo. Confira no Poder360.

1 min de leitura
Na imagem, sede da Organização Marítima Internacional

Na imagem, sede da Organização Marítima Internacional

Declarações sobre a Segurança no Estreito de Ormuz

Arsenio Dominguez, chefe da Organização Marítima Internacional (OMI), destacou que as escoltas navais no Estreito de Ormuz não garantirão 100% de segurança no transporte marítimo. A afirmação foi feita em entrevista ao Financial Times, onde ele enfatizou que a assistência militar não é uma solução sustentável para a situação na região.

Dominguez ressaltou que, embora as escoltas possam reduzir riscos, eles ainda persistem. Ele alertou que navios mercantes e marinheiros continuam expostos a perigos, mesmo com a presença militar na área.

Impactos do Bloqueio Irânico

O Irã bloqueou a rota marítima do Estreito de Ormuz, uma estratégia para pressionar a economia global, após o início do conflito com os Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Este bloqueio, que afeta uma área de 33 km, compromete 25% do escoamento mundial de petróleo, resultando em um aumento significativo nos preços da commodity.

Desde o início do conflito, o Irã atacou pelo menos 18 embarcações na região do Golfo. Dominguez comentou que a situação atual é um “dano colateral” de um conflito que não está diretamente relacionado ao transporte marítimo.

Reunião da OMI para Discussão de Crise

O Conselho da OMI realizará uma Sessão Extraordinária nos dias 18 e 19 de março, em Londres, para discutir os impactos do contexto no Oriente Médio sobre o transporte marítimo. A reunião visa abordar as preocupações emergentes e buscar soluções para a segurança na navegação na região.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile