ONG para crianças trans afirma que Rosangela Moro deseja “gerar confusão”

ONG “Minha Criança Trans” Responde a Críticas de Rosangela Moro
A ONG “Minha Criança Trans” se manifestou em resposta às declarações da deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), que questionou a participação da entidade em um comitê do Ministério da Saúde voltado para os direitos da comunidade LGBTQIA+. Em um vídeo publicado nas redes sociais no dia 22 de abril de 2026, a deputada classificou a presença da organização como “ilegal”.
A ONG defendeu que suas atividades são legais e fundamentadas na legislação brasileira e nos direitos humanos. Além disso, a organização esclareceu que não há registros de cirurgias de redesignação de gênero realizadas em crianças no Brasil e negou qualquer apoio ou incentivo a tais práticas. A nota oficial da ONG pode ser acessada na íntegra em formato PDF.
Reação da ONG e Críticas à Deputada
De acordo com a ONG, a narrativa apresentada pela deputada visa gerar confusão e desinformação na sociedade. A organização lamentou a disseminação de conteúdos que promovem “terrorismo social” e “pânico moral”, frequentemente utilizando uma linguagem sensacionalista. A nota também sugere que as declarações de Moro têm “intenções de cunho eleitoreiro”.
A ONG expressou solidariedade à sua fundadora, Thamirys Nunes, mencionada no vídeo da deputada, e informou que seu departamento jurídico está tomando as medidas necessárias em resposta às inverdades divulgadas.
Declarações de Rosangela Moro
No vídeo em seu perfil no Instagram, Rosangela Moro questionou a atuação do comitê do Ministério da Saúde e a possibilidade de a ONG influenciar a formulação de políticas públicas para a comunidade LGBTQIA+. A deputada defendeu que decisões sobre procedimentos de transição de gênero devem ocorrer apenas na maioridade e criticou a atuação da entidade.
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Ela afirmou: “Não podemos permitir que, dentro de um espaço público, seja dado lugar para coisas que são ilegais. Essa ONG defende a possibilidade de transição de gênero para crianças”. Moro enfatizou que quem desejar realizar cirurgias de mudança de sexo deve fazê-lo apenas ao atingir a maioridade.
Posicionamento do Ministério da Saúde
Em resposta às críticas, o Ministério da Saúde informou que os comitês atuam dentro da legalidade e em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão declarou que não permite, recomenda ou financia procedimentos transexualizadores em menores de 18 anos.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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