ONU afirma que Israel impõe apartheid na Cisjordânia

ONU aponta “discriminação sistémica” na região e denuncia restrições de direitos dos palestinos por Tel Aviv. Confira no Poder360.

2 min de leitura
Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado pelo governo de Israel desde 1967 | Divulgação/ONU

Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado pelo governo de Israel desde 1967 | Divulgação/ONU

Relatório da ONU Denuncia Violação de Direitos dos Palestinos na Cisjordânia

Um relatório divulgado pelo ACNUDH (Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos) nesta quarta-feira (7 de janeiro de 2026) aponta que o governo israelense impõe uma asfixia sistemática aos direitos dos palestinos na Cisjordânia. O documento analisa as condições de vida na região entre 7 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2025.

Condições de Vida e Discriminação

O relatório destaca que todos os aspectos da vida dos palestinos, como acesso à água, educação, saúde e visitas a familiares, são controlados e restringidos por políticas discriminatórias de Israel. Volker Türk, Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que a situação se assemelha a um sistema de apartheid, caracterizando a política israelense como uma forma grave de discriminação racial.

As autoridades israelenses aplicam dois conjuntos distintos de leis, um para os palestinos e outro para os colonos israelenses, resultando em tratamento desigual em questões críticas, como acesso a recursos naturais. O relatório classifica essa situação como uma violação do Artigo 3 da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

Impactos do Conflito

Após os ataques de 7 de outubro de 2023, a situação dos direitos humanos na Cisjordânia se deteriorou ainda mais. O governo israelense intensificou o uso da força, detenção arbitrária e repressão à sociedade civil, resultando em uma escalada de violência contra os palestinos, frequentemente com a participação do Exército israelense.

Desde o início do conflito, mais de 1.000 palestinos perderam a vida em operações militares e episódios de violência, enquanto pelo menos 44 israelenses foram mortos em ataques palestinos. O relatório também menciona que os palestinos são privados de recursos naturais, com Israel confiscando e desviando água para seus assentamentos.

Demandas da ONU

Volker Türk pede que Israel revogue todas as leis e políticas que perpetuam a discriminação contra os palestinos e encerre sua presença no Território Palestino Ocupado. Ele exige a retirada de todos os colonos da região e destaca que a construção de novos assentamentos é uma violação do direito internacional.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile