Operadores financeiros e PCC são alvos de operação em São Paulo

Investigação investiga movimentação de dinheiro em espécie e transferências para ocultar recursos à facção.

21/07/2026 08:30

2 min

Reprodução/Facebook
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Operação Janus do MPSP Alvo de Operadores Financeiros do PCC

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), iniciou nesta terça-feira (21) a Operação Janus, que visa investigar operadores financeiros suspeitos de colaborar com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Mandados e Investigações

Durante a operação, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. Essa ação é um desdobramento das investigações das Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas.

O MPSP informou que essa nova fase tem como objetivo aprofundar a investigação sobre indivíduos suspeitos de movimentar recursos financeiros relacionados à organização criminosa. As práticas investigadas incluem a conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e a ocultação de valores em benefício de membros da facção.

Participação em Operações Criminosas

Os dados coletados durante a investigação indicam que os alvos estão envolvidos em operações que incluem a entrega de grandes quantias em dinheiro, transferências bancárias e o uso de empresas e contas de terceiros para movimentar recursos supostamente ligados ao PCC.

Além disso, os suspeitos teriam participado de reuniões para resolver conflitos patrimoniais entre integrantes da organização criminosa, descritas como um “tribunal do crime” pelos investigadores.

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Medidas Cautelares e Apoio Policial

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou diversas medidas cautelares patrimoniais, como o bloqueio de contas bancárias, a indisponibilidade de imóveis e veículos, e o sequestro de bens dos investigados. O bloqueio de ativos financeiros pode chegar a R$ 10 milhões por pessoa física investigada.

O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), mobilizando 57 policiais militares e 19 viaturas para a operação.

Significado do Nome da Operação

O nome “Janus” faz referência à divindade da mitologia romana associada a passagens e transições. Essa escolha simboliza a dinâmica dos alvos, que movimentam recursos entre o dinheiro em espécie e o sistema financeiro formal.

Fonte por: Jovem Pan

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