Otan busca intermediar crise da Groenlândia em Davos “nos bastidores”

Presidente dos EUA visita a Suíça em meio a ameaças de invasão e retaliações comerciais da UE. Confira no Poder360.

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(Imagem de reprodução da internet).

Otan Media Disputa entre EUA e Europa sobre Groenlândia

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou que a organização está atuando de forma discreta para mediar a crescente tensão entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus aliados europeus, que divergem sobre os interesses americanos na Groenlândia. Durante um painel no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Rutte enfatizou que a diplomacia “nos bastidores” é essencial para evitar o colapso da aliança militar.

A declaração de Rutte surge em um contexto de aumento das tensões políticas. Recentemente, o Norad, comando militar dos EUA e Canadá, anunciou o envio de aviões de guerra para a Groenlândia, gerando preocupações sobre uma possível invasão. Trump, que também discursou em Davos, reafirmou a importância estratégica da região para os Estados Unidos.

Reação da União Europeia

A União Europeia manifestou que não aceitará pressões de Washington sem resposta. As ações incluem:

Trump e sua Visão em Davos

Apesar das críticas de líderes como Emmanuel Macron, que acusou Trump de tentar enfraquecer a Europa, o presidente americano se mostrou otimista em entrevista ao NewsNation, acreditando que uma solução pode ser alcançada durante o fórum. Trump também associou sua política externa aos resultados econômicos, afirmando ter reduzido o déficit comercial em 62% e defendendo a implementação de tarifas que, segundo ele, não geraram inflação significativa.

Conselho de Paz e Conflito na Faixa de Gaza

Além da situação no Ártico, Trump anunciou a criação do “Conselho de Paz”, que terá a função de supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, em meio ao conflito entre Palestina e Israel. Ele sugeriu que o Conselho poderia substituir a ONU na região e convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar da iniciativa. O governo brasileiro está avaliando a proposta com cautela, sem clareza sobre as intenções de Trump.

Interesse dos EUA na Groenlândia

O interesse de Donald Trump na Groenlândia não é recente. Ele já havia manifestado essa intenção em 2019 e novamente em dezembro de 2024, antes de assumir seu segundo mandato. Trump afirmou que, se não conseguir controlar a Groenlândia “do jeito fácil”, fará isso “do jeito difícil”. Ele considera a Groenlândia vital para a segurança nacional dos EUA, especialmente para mitigar a “ameaça russa”.

Além de considerar a possibilidade de controlar a região à força, Trump também está avaliando a compra da Groenlândia e a oferta de pagamentos diretos aos moradores da ilha. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou que o território prefere continuar vinculado à Dinamarca.

Conclusão

A situação na Groenlândia e as tensões entre os EUA e a Europa refletem um cenário geopolítico complexo, onde interesses estratégicos e econômicos estão em jogo. A resposta da União Europeia e as ações de Trump continuarão a moldar o futuro das relações transatlânticas e a estabilidade na região do Ártico.

Fonte por: Poder 360

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