Oxfam revela que bilionários têm 4 mil vezes mais chance de ocupar cargos políticos

Relatório da ONG revela que grandes fortunas cresceram mais de 16% em 2025, superando a média dos últimos cinco anos em três vezes.

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O presidente dos EUA, Donald Trump (à dir.), e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca

O presidente dos EUA, Donald Trump (à dir.), e Elon Musk participam de uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca

Relatório da Oxfam Internacional Revela Desigualdade Crescente

Um estudo recente da Oxfam Internacional, divulgado no último domingo (18), aponta que a chance de um bilionário ocupar um cargo político é 4 mil vezes maior do que a de uma pessoa comum. A organização destaca a urgência de combater a “riqueza extrema” diante desse cenário alarmante.

O relatório revela que as fortunas dos bilionários aumentaram mais de 16% em 2025, superando em três vezes a média dos cinco anos anteriores, totalizando R$ 18,3 trilhões. A Oxfam atribui esse crescimento às políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump, que beneficiaram empresários como Elon Musk, que se tornou o primeiro trilionário do mundo em 2025.

Impactos da Desigualdade na Política

Com base em dados de 136 países, a Oxfam afirma que a desigualdade econômica está diretamente ligada ao poder político. Em 2023, mais de 11% dos bilionários ocupavam cargos governamentais globalmente. Um exemplo é Najib Mikati, o homem mais rico do Líbano, que foi nomeado primeiro-ministro em três ocasiões, apesar de seu baixo apoio popular.

Uma pesquisa com mais de 2.300 milionários do G20 revelou que mais da metade considera a “riqueza extrema” uma ameaça à democracia. Outro estudo em 36 países mostrou que 86% dos entrevistados acreditam que os ricos exercem muita influência política.

Consequências da Desigualdade

A Oxfam Internacional alerta que a desigualdade econômica compromete os direitos e a liberdade política, criando um ambiente propício ao autoritarismo. A pesquisa analisou 23 episódios de erosão democrática em 22 países, constatando que nações com alta desigualdade têm sete vezes mais chances de enfrentar regimes opressivos.

O relatório também destaca que países mais igualitários, como a Suécia, têm apenas 4% de chance de retrocesso democrático, enquanto os EUA apresentam 8,4% e a África do Sul, 31%.

Propostas para Combater a Riqueza Extrema

Para enfrentar os efeitos da “riqueza extrema”, a Oxfam Internacional sugere uma série de medidas:

Desaceleração da Redução da Pobreza

O relatório também aponta que a redução da pobreza global está desacelerando, com índices estagnados desde 2019, especialmente na África. Durante a pandemia de Covid-19, a desigualdade social atingiu seu maior nível desde 1990, e as tensões comerciais atuais podem agravar ainda mais essa situação.

Em 2022, cerca de 3,83 bilhões de pessoas viviam na pobreza, representando aproximadamente 48% da população mundial. A Oxfam estima que, se essa tendência continuar, 2,9 bilhões de pessoas ainda estarão na pobreza em 2050.

Grupos Mais Afetados pela Desigualdade

A organização ressalta que mulheres, comunidades racializadas e pessoas com deficiência são os mais impactados pela desigualdade social, predominando em empregos de baixa remuneração e com menos proteção.

Além disso, a Oxfam destaca a crescente insegurança alimentar, com 2,3 bilhões de pessoas enfrentando vulnerabilidade moderada ou grave em 2024. O aumento dos preços dos alimentos, que superou o crescimento dos salários, representa um fardo significativo para aqueles que vivem na pobreza.

Fonte por: Jovem Pan

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