Parlamentares da UE exigem término de acordo com EUA após ameaça à Groenlândia

Trump promete tarifas à União Europeia até que EUA possam adquirir a Groenlândia

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Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas

Ameaças Tarifárias de Trump e Reação da UE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas ameaças em relação à Groenlândia, sugerindo tarifas sobre países que se opõem à anexação do território. Essas ameaças levantam preocupações sobre os acordos comerciais firmados pelos EUA com a Grã-Bretanha e a União Europeia (UE).

No último domingo (18), a UE discutiu a implementação de contramedidas econômicas inéditas, conhecidas como “Instrumento Anticoerção”, em resposta às tarifas ameaçadas por Trump. O presidente dos EUA anunciou que aplicaria tarifas crescentes sobre países da UE, incluindo Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Holanda e Finlândia, além da Grã-Bretanha e Noruega, até que os EUA possam adquirir a Groenlândia.

Esses países já enfrentam tarifas de 10% e 15% e enviaram um número reduzido de militares para a Groenlândia. O Chipre, que atualmente preside a UE, convocou uma reunião de emergência em Bruxelas para discutir a situação.

Impacto nas Relações Comerciais

A ameaça de Trump ocorreu em um momento crítico, quando a UE estava prestes a assinar seu maior acordo de livre comércio com o Mercosul, no Paraguai. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que o acordo representa um forte sinal para o mundo.

O Parlamento Europeu deve suspender as discussões sobre o acordo comercial com os EUA, que estava previsto para votação em janeiro. Manfred Weber, líder do Partido Popular Europeu, indicou que a aprovação não será possível no momento, enfatizando a preferência por comércio justo em vez de tarifas.

Reação da UE e de Líderes Europeus

Uma fonte próxima ao presidente francês Emmanuel Macron revelou que ele está buscando coordenar uma resposta europeia e pressionando pela ativação do Instrumento Anticoerção, que poderia restringir o acesso dos EUA a licitações públicas na UE.

Bernd Lange, presidente da comissão de comércio do Parlamento Europeu, e Valerie Hayer, líder do grupo Renew Europe, apoiaram essa iniciativa. No entanto, alguns diplomatas da UE alertaram que agravar a situação não seria prudente.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que mantém uma relação mais próxima com Trump, classificou as ameaças tarifárias como “um erro” e afirmou que discutiu suas preocupações diretamente com o presidente dos EUA.

Posição do Reino Unido

Em resposta às novas tarifas, a Secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, afirmou que os aliados devem colaborar com os EUA para resolver a disputa. Ela reiterou que a posição do Reino Unido sobre a Groenlândia é inegociável e enfatizou a importância de evitar uma guerra de palavras.

A situação continua a evoluir, com líderes europeus buscando uma abordagem unificada diante das ameaças tarifárias de Trump.

Fonte por: CNN Brasil

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