Parlamento da Venezuela adia aprovação da lei de anistia
Na última segunda-feira (9), o Parlamento da Venezuela decidiu adiar a sessão marcada para o dia seguinte, onde estava prevista a votação da lei de anistia. Essa legislação, se aprovada, possibilitará a libertação de todos os presos políticos do país, que enfrenta intensa pressão dos Estados Unidos. A Assembleia Nacional, que normalmente se reúne às terças e quintas-feiras, anunciou a suspensão da audiência de amanhã, mas confirmou a realização da sessão de quinta-feira, sem divulgar a agenda.
Contexto da lei de anistia
Na semana anterior, os deputados já haviam votado a favor da proposta histórica que abrange quase três décadas de governo chavista, durante o primeiro dos dois debates necessários. A proposta foi apresentada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que atua sob forte pressão internacional após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana no dia 3 de janeiro.
O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, havia afirmado que a anistia geral seria aprovada na terça-feira. Ele garantiu a familiares de presos políticos que, uma vez aprovada, todos seriam libertados no mesmo dia.
Processo de consulta e apoio à anistia
O projeto de lei está passando por um processo de consultas que já incluiu políticos, juristas e membros do Judiciário. Durante um discurso televisionado em uma fábrica de alimentos, Delcy Rodríguez enfatizou a importância da união de todos os setores do país em apoio à lei de anistia.
Libertações e eventos futuros
De acordo com a ONG Foro Penal, 426 pessoas detidas por motivos políticos foram libertadas desde o dia 8 de janeiro, quando Delcy anunciou o início do processo de libertação. O chavismo também convocou uma marcha para quinta-feira, em comemoração ao Dia da Juventude, celebrado na Venezuela em 12 de fevereiro.
Conclusão
A situação política na Venezuela continua a evoluir, com a expectativa em torno da lei de anistia e suas implicações para os presos políticos. O adiamento da votação reflete as complexidades do cenário político atual e a pressão externa que o país enfrenta.
Fonte por: Jovem Pan
