Partidários se manifestam contra a intenção do governador de concorrer ao Palácio do Planalto

A base de apoio do governador alega que ele “prefere deixar o Minas para se dedicar a uma candidatura sem respaldo”.

16/08/2025 20:09

4 min de leitura

Partidários se manifestam contra a intenção do governador de concorrer ao Palácio do Planalto
(Imagem de reprodução da internet).

Deputados estaduais mineiros, da oposição ao governador Romeu Zema (Novo-MG), lançaram uma carta criticando o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República. Os parlamentares afirmam que Zema “prefere abandonar Minas Gerais para se lançar em uma pseudocandidatura”.

A assinatura foi do Bloco Democracia e Luta, que reúne parlamentares do PT, PC do B, Psol, Rede e PV. Os deputados afirmam que, após quase sete anos de governo, o Estado enfrenta um “desastre mascarado por ‘lacrações”, em detrimento de uma verba publicitária pomposa e turbinada no valor de R$ 147 milhões. Para eles, os recursos em propaganda buscam “vender a imagem de um político inovador, ainda que se valha de ações e decisões que colocam em risco o povo mineiro”.

Entre as críticas, o bloco cita:

Os deputados também acusam Zema de elogiar as ações de um presidente estrangeiro que afronta nossa soberania e de colocar em risco 187 mil empregos, segundo estimativa da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), ao adotar atitude crítica em relação ao Brics.

Zema seria um milionário indiferente à realidade social do seu estado, que favorece grandes empresários e oferece isenções fiscais bilionárias, ao mesmo tempo em que aumentou o salário próprio em 300%, em comparação com 3% para os servidores.

Minas Gerais não pode ser visto como plataforma de interesses individuais — nosso Estado é a união do Brasil, guardião de sua história, de sua cultura e da dignidade de um povo que merece consideração e perspectivas de futuro. O que não é positivo para Minas, jamais será bom para o País.

Enquanto busca consolidar a soberania nacional e responder às demandas prementes da população, Romeu Zema prioriza o lançamento de uma candidatura simulada à Presidência da República, representando um novo alerta para aqueles que se preocupam com o futuro do Brasil.

É mais do que uma responsabilidade política, é um imperativo moral do Bloco Democracia e Luta, que reúne 20 deputadas e deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, informar o povo brasileiro quem realmente é Romeu Zema.

Construído com intensos gastos em publicidade e vídeos emocionais nas redes sociais, surgiu uma imagem de profissionalismo, porém se tratava de um político que favorece grandes empresários e obriga a população de baixa renda a enfrentar políticas ineficazes.

Zema, após a remoção da máscara, se move por meio de mentiras, ataques pessoais grosseiros e na desqualificação de praticamente tudo e de todos.

Apoia e celebra as atitudes de um presidente estrangeiro que questiona nossa soberania, além de colocar em risco R$ 21,5 bilhões de Minas, impactando 187 mil empregos, conforme dados da Fiemg.

O governador critica o BRICS, que representa 42% das exportações de Minas Gerais, ao solicitar um empréstimo superior a R$ 1 bilhão ao banco do bloco.

Zema é o político do “quanto pior, melhor”. Discursa contra o Congresso Nacional como se reunisse condições morais para tal, já que nunca manteve diálogo com o Parlamento mineiro – por inaptidão mesmo. Ao utilizar a metralhadora de ideias genéricas, Zema tenta esconder sua limitação e incapacidade de ser interessante.

Ele denuncia a falta de transparência, ainda que preserve o sigilo em relação a R$ 25 bilhões em isenções fiscais, que poderiam gerar novas oportunidades para o povo mineiro. É o governador que elevou a dívida do estado em 51% e que se recusou, ao longo dos anos, a buscar soluções para Minas Gerais.

Denuncia o governo federal de manobra em relação às empresas estatais, embora tenha convertido as companhias públicas de mineração em importantes fontes de empregos.

Os mineiros, possivelmente devido à propensão a oferecer oportunidades, têm concedido demasiadas chances a Zema — um milionário desprovido da compreensão da realidade social de seu estado, que oferece isenções fiscais de bilhões e eleva o próprio salário em 300%, em comparação com os 3% de reajuste aos servidores.

Minas Gerais não deve ser visto como plataforma para interesses individuais — nosso Estado é a união do Brasil, protetor de sua história, cultura e da valorização de um povo que merece consideração e perspectivas.

O que não é bom para Minas, jamais será bom para o País.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):