Perícia solicita inclusão de novas empresas da Fictor na recuperação judicial
Laudo é protocolado nos autos na noite de quarta-feira, 25.
Grupo Fictor e Recuperação Judicial
A perícia designada para avaliar o pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor recomendou a inclusão de todas as empresas do conglomerado no processo. O laudo, protocolado na noite de quarta-feira, 25, também identificou a inatividade de pelo menos três subsidiárias.
No início do mês, a Fictor Invest e a Fictor Holding solicitaram recuperação judicial devido a dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões. A análise preliminar realizada pela Laspro Consultores concluiu que ambas atendem aos requisitos legais para a recuperação.
O documento, acessado por fontes de notícias, indica que todas as empresas que captaram recursos por meio de Sociedade em Conta de Participação (SCPs) devem passar por reestruturação. A perícia solicitou que o juiz estabeleça um prazo de cinco dias para que a Fictor apresente a documentação necessária para avaliação da inclusão.
Antes da divulgação do laudo, a Fictor já havia solicitado a inclusão de outras empresas do grupo na recuperação.
Além disso, a perícia já recomenda a inclusão obrigatória de outras empresas no processo, que são:
- Fictor Alimentos Betim;
- Fictor Comercializadora de Energia;
- Ficpass;
- Fictor Agro Holding;
- Fictor Agro Indústria;
- Dynamis Clima SPE;
- Dynamis Beleza SPE;
- Dynamis Caminho Aberto SPE;
- Dynamis Mundo Melhor 2 SPE;
- Dynamis Novel SPE;
- Dynamis Parabens SPE;
- Dynamis Futuro 1 SPE;
- Dynamis Futuro 2 SPE.
A perícia também sugere a extensão da proteção contra execuções para as 28 subsidiárias, com um prazo adicional de 15 dias. No dia 3 de fevereiro, o juiz Adler Batista Oliveira Nobre havia concedido um “stay period”, que oferece 30 dias de proteção contra execuções, cobranças e bloqueios.
Subsidiárias Inativas
Em relação ao laudo anterior, que apontou a falta de atividade em várias subsidiárias, a perícia revisitou novos endereços e alterou algumas conclusões. No entanto, algumas subsidiárias, como a Fictor Comércio de Grãos e as UTE Tacaimbo de geração de energia II e III, continuam sendo consideradas inativas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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