Pesquisadora anuncia correção em artigo sobre polilaminina

Tatiana Sampaio admite falhas na apresentação de dados e na redação do pré-print publicado em 2024. Confira no Poder360.

07/03/2026 23:30

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Pesquisadora da UFRJ Anuncia Correções em Estudo sobre Polilaminina

A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou que fará ajustes no artigo científico sobre os primeiros testes em humanos com polilaminina, uma substância em investigação para o tratamento de lesões na medula espinhal. A declaração foi feita em entrevista no dia 7 de março de 2026. O estudo, que foi divulgado como pré-print em fevereiro de 2024, apresentará correções técnicas e mudanças na forma como os resultados são apresentados.

Detalhes sobre a Polilaminina e a Pesquisa

A polilaminina é uma proteína derivada da laminina, uma molécula essencial nos tecidos humanos, que desempenha um papel crucial no suporte celular. A pesquisa, que se estende por cerca de duas décadas, começou a testar a polilaminina em humanos em 2018, envolvendo 8 pacientes. A hipótese é que a substância possa estimular a regeneração de conexões nervosas na medula lesionada.

Resultados Preliminares do Estudo

O estudo preliminar analisou 8 pacientes, dos quais 4 apresentaram melhora parcial, 3 faleceram e 1, Bruno Drummond, teve uma recuperação total após uma grave lesão cervical. Sampaio destacou que o pré-print original continha erros de redação e apresentação de dados, incluindo um gráfico que erroneamente indicava acompanhamento prolongado de um paciente que faleceu cinco dias após o procedimento.

Próximos Passos na Pesquisa

A primeira versão corrigida do artigo foi submetida a periódicos científicos, como Springer Nature e Journal of Neurosurgery, mas foi rejeitada. A pesquisadora está preparando uma nova versão para submissão e enfatizou que o texto não será divulgado publicamente até ser aceito por uma revista científica.

O que é a Polilaminina?

A polilaminina é uma forma sintetizada em laboratório da laminina, uma proteína que o corpo humano produz em grandes quantidades durante a fase embrionária e que pode ser extraída de placentas. Essa proteína é fundamental para a organização e crescimento de tecidos neuronais, especialmente dos axônios, que são essenciais para a transmissão de impulsos elétricos entre neurônios e músculos.

Se a eficácia da polilaminina for comprovada, sua injeção no local da lesão poderá “recriar” a conexão entre os neurônios acima e abaixo da área afetada, restabelecendo a comunicação e o fluxo de impulsos elétricos que controlam movimentos e sensações. Atualmente, o medicamento ainda não possui registro e está na fase 1 do estudo clínico, autorizado pela Anvisa em 5 de janeiro. Pacientes têm buscado a Justiça para acessar o tratamento.

Fonte por: Poder 360

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