Péter Magyar, opositor de Orbán, pode ser o próximo premiê da Hungria

Tisza e seu partido conquistam maioria no Parlamento da Hungria e devem indicá-lo para primeiro-ministro.

12/04/2026 18:20

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Péter Magyar

Péter Magyar é o novo primeiro-ministro da Hungria

As eleições parlamentares na Hungria, realizadas no último domingo (12), apontam que Péter Magyar deve assumir o cargo de primeiro-ministro. Com 87% dos votos contabilizados, o partido Tisza, liderado por Magyar, conquistou 138 assentos no Parlamento.

Na Hungria, o primeiro-ministro é escolhido pelo Legislativo. Com a maioria conquistada pelo Tisza, Magyar está prestes a suceder o atual premiê, Viktor Orbán.

Trajetória política de Péter Magyar

Nascido em uma família conservadora, Magyar se interessou pela política desde jovem. Durante a universidade, fez amizade com Gergely Gulyas, atual chefe de gabinete de Orbán, e casou-se com Judit Varga, que se tornaria ministra da Justiça.

Após atuar como diplomata na União Europeia, Magyar liderou a agência de empréstimos para a educação e participou da diretoria de várias instituições sociais. Ele e Varga, pais de três filhos, se divorciaram em 2023.

Oposição a Orbán

Magyar denunciou a corrupção do governo e renunciou a seus cargos, sendo considerado corajoso e disposto a agir. Suas mensagens nas redes sociais ressoaram com muitos eleitores, que o veem como um herói em busca de mudanças.

Promessas e desafios

Magyar assumiu o partido Tisza para concorrer nas eleições europeias de 2024, onde obteve o segundo lugar. À medida que sua popularidade crescia, ele enfrentou ataques e acusações, que, segundo especialistas, o ajudaram a se consolidar como um líder capaz de promover mudanças.

Ele prometeu combater a corrupção, melhorar os serviços públicos e desbloquear fundos da União Europeia para a Hungria. No cenário internacional, busca ser um parceiro confiável da OTAN e da União Europeia, adotando uma postura crítica em relação à Rússia.

Conclusão

Embora Magyar compartilhe algumas posturas com Orbán, como a recusa em enviar armas à Ucrânia e uma posição rígida em relação à imigração, ele se distancia da retórica hostil do atual premiê. Sua abordagem em relação aos direitos da população LGBTQIA+ é mais vaga, mas ele defende a igualdade perante a lei.

Fonte por: Jovem Pan

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