Petro revela medo de ser capturado pelos EUA

Após diálogo com Trump, presidente afirma que pode ter reduzido a tensão após ação contra Nicolás Maduro.

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursa durante uma cerimônia militar para apresentar os novos comandantes das Forças Armadas em Bogotá, em 29 de dezembro de 2025. (Foto de Sergio Yate / AFP)

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursa durante uma cerimônia militar para apresentar os novos comandantes das Forças Armadas em Bogotá, em 29 de dezembro de 2025. (Foto de Sergio Yate / AFP)

Gustavo Petro expressa temor de captura pelos EUA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, revelou nesta sexta-feira (9) que temeu ser capturado pelos Estados Unidos, semelhante ao que ocorreu com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último final de semana. Em entrevista ao jornal espanhol El País, Petro afirmou que uma conversa telefônica com o presidente americano Donald Trump, realizada na quarta-feira (7), pode ter amenizado a tensão entre os dois países.

Petro confirmou que Trump mencionou a possibilidade de “fazer coisas ruins” na Colômbia, sugerindo que os EUA estavam planejando uma operação militar. Após essa conversa, o presidente colombiano acredita que as ameaças se “congelaram”, embora tenha admitido que pode estar equivocado.

Segurança e defesa na Colômbia

Apesar de expressar seu temor, Petro não reforçou sua segurança pessoal. Ele destacou que a Colômbia não possui defesa aérea, uma vez que os conflitos são internos e os guerrilheiros não dispõem de armamentos avançados. Para ele, a única defesa eficaz é o apoio do povo, e por isso convocou uma resistência popular.

Divisão e desafios na Venezuela

No último sábado, Maduro foi sequestrado pelo governo dos EUA e levado para julgamento em Nova York. Sua vice, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina. Petro mencionou que tem conversado com Rodríguez, ressaltando a necessidade de fortalecer a unidade latino-americana e a importância de unir o povo venezuelano para evitar a colonização.

Durante a entrevista, Petro afirmou que sua posição em relação à Venezuela não difere muito da defendida pelos EUA, mas enfatizou que qualquer transição política deve surgir do diálogo interno, e não ser imposta externamente. Ele acredita que o papel dos EUA deve ser o de facilitar esse diálogo junto com outros países da América Latina.

Fonte por: Jovem Pan

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