Petroleiros encerram greve na Petrobras após acordo coletivo
Após quatro meses de negociações, os petroleiros finalizaram a greve na Petrobras com a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para o período de 2025 a 2027. A empresa informou que as paralisações não afetaram a produção nem o abastecimento. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) foi a última a assinar o acordo, que passou por quatro versões diferentes.
Detalhes do Acordo Coletivo de Trabalho
A Petrobras inicialmente propôs um reajuste salarial de 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2025 e 100% para 2026. Na quarta contraproposta, a empresa melhorou a oferta para 100% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior, além de um aumento real de 0,5%.
Reivindicações da Federação Nacional dos Petroleiros
O secretário-geral da FNP, Adaedson Costa, afirmou que a greve trouxe resultados significativos, apesar da postura considerada intransigente da Petrobras. Ele ressaltou que, em quatro meses, a categoria espera um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que atenda suas necessidades.
Histórico de reajustes salariais
A FNP destacou que algumas reivindicações, como a recomposição salarial desde os governos Temer e Bolsonaro, não foram atendidas. Em 2019, o reajuste foi de 70% do INPC, e em 2020 não houve aumento. A FNP criticou a falta de reposição salarial diante dos desafios enfrentados pela categoria.
Conclusão sobre o acordo e suas implicações
A FNP, que representa cerca de 20% dos trabalhadores da Petrobras, e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que havia encerrado a greve anteriormente, assinaram o ACT no dia 30. O dissídio que estava previsto para ocorrer no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília foi evitado com a assinatura do acordo.
Fonte por: Jovem Pan
