Petrobras renuncia a direitos na operação da Braskem

Conselho não exercerá preferência ou tag along na venda de ações da Novonor a fundo, indicando nova fase societária.

12/02/2026 17:40

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“A Petrobras informa que foram registradas manifestações em unid...

Petrobras não exercerá direitos de preferência na Braskem

A Petrobras anunciou, em 12 de fevereiro de 2026, que decidiu não exercer os direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas da Braskem. Essa decisão foi tomada em uma reunião do Conselho de Administração da estatal, realizada no dia anterior, e ocorre em meio a uma potencial operação envolvendo ações da Braskem detidas pela Novonor (ex-Odebrecht).

A operação em questão envolve a transferência das ações da Braskem, que são controladas pela NSP Investimentos S.A., uma subsidiária da Novonor, para o Shine no FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).

Direitos de preferência e tag along

De acordo com o acordo de acionistas da Braskem, a Petrobras possui dois mecanismos de proteção:

  • Direito de preferência: permite que a Petrobras compre ações que estejam sendo vendidas antes que sejam transferidas a terceiros.
  • Direito de tag along: garante à Petrobras o direito de vender sua participação nas mesmas condições oferecidas ao novo comprador, em caso de mudança de controle.

Com a decisão de não exercer esses direitos, a Petrobras demonstra que não tem a intenção de aumentar sua participação na Braskem nem de se retirar da sociedade neste momento.

Contexto da decisão

A Novonor busca há anos se desfazer de sua participação na Braskem como parte de um processo de reestruturação financeira, iniciado após os eventos da Operação Lava Jato. A Braskem, que é a maior petroquímica da América Latina, conta com a Petrobras como sócia importante e depende da estatal para o fornecimento de matérias-primas, como a nafta.

Qualquer alteração no controle acionário da Braskem é monitorada de perto pelo mercado. Ao autorizar sua Diretoria Executiva a tomar as medidas necessárias para implementar essa decisão, o Conselho da Petrobras indica que, nas circunstâncias atuais, não vê necessidade de intervir na transação em andamento. A operação ainda está sujeita à conclusão das negociações e ao cumprimento das condições acordadas entre as partes.

Fonte por: Poder 360

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