PGR apoia prisão domiciliar para Bolsonaro

Parecer indica que a saúde do ex-presidente requer cuidados que apenas o ambiente familiar pode oferecer. Confira no Poder360.

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Ex-Presidente Jair Bolsonaro na frente da sua casa, em condomínio de luxo em Brasília, no quinto dia do julgamento de tentativa de golpe de Estado, no Supremo Tribunal Federal (STF)

Ex-Presidente Jair Bolsonaro na frente da sua casa, em condomínio de luxo em Brasília, no quinto dia do julgamento de tentativa de golpe de Estado, no Supremo Tribunal Federal (STF)

Manifestação da PGR sobre Jair Bolsonaro

A Procuradoria Geral da República (PGR) se posicionou a favor da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, devido ao seu estado de saúde. No parecer, a PGR destacou que Bolsonaro necessita de atenção constante e que “o ambiente familiar está apto para proporcionar” esse cuidado.

Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou uma manifestação da PGR após receber um laudo médico do Hospital DF Star sobre a saúde do ex-presidente.

Condições de Saúde de Bolsonaro

De acordo com a PGR, a evolução clínica de Bolsonaro nos últimos dias justifica a flexibilização da prisão, permitindo um monitoramento contínuo de sua saúde. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a prisão domiciliar ajudaria a preservar a integridade física e moral do ex-presidente.

Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, resultante de aspiração. Embora sua saúde esteja estável e apresentando melhoras, ele chegou ao hospital em estado grave, com bacteremia e queda acentuada na saturação de oxigênio, que chegou a 80%.

Pedido de Prisão Domiciliar

Com a saúde considerada delicada, os pedidos para a concessão da prisão domiciliar de Bolsonaro têm ganhado força no Tribunal. Na quinta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se reuniu com Moraes para reforçar o pedido. Além disso, na terça-feira, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, também solicitou a prisão domiciliar durante uma audiência com o ministro.

A equipe de advogados de Bolsonaro argumenta que “a permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo” e que o regime atual não garante um acompanhamento contínuo nem uma resposta imediata em caso de emergência médica, aumentando significativamente os riscos à saúde do ex-presidente.

Fonte por: Poder 360

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