PGR cita traficante e político preso para justificar prisão domiciliar de Bolsonaro

Procurador-Geral Paulo Gonet Branco cita precedentes da Corte para proteger pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente condenado a 27 anos.

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Julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4 Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, no Julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4

Julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4 Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, no Julgamento da Ação Penal 2694 -Núcleo 4

Procurador-Geral da República Favorável à Prisão Domiciliar de Jair Bolsonaro

Na segunda-feira, 23, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, apresentou um parecer favorável à prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro. Para fundamentar sua decisão, ele recorreu a dois precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que podem antecipar e refutar as principais objeções que o relator, Alexandre de Moraes, poderia levantar.

Precedentes Utilizados no Parecer

O primeiro precedente mencionado é o HC 153.961, de 2018, no qual a 2ª Turma do STF converteu a prisão do deputado Jorge Picciani em domiciliar. Picciani, que havia sido operado de câncer de bexiga, apresentava risco de infecções no ambiente carcerário. O laudo médico indicava a necessidade de vigilância constante, um argumento similar ao apresentado pela equipe médica que atendeu Bolsonaro, que foi internado em 13 de março com broncopneumonia aspirativa e lesão renal aguda.

O segundo caso, o HC 94.358, envolveu uma mulher condenada por tráfico de drogas, que também estava em regime fechado e apresentava uma grave patologia cardíaca. O STF decidiu conceder a prisão domiciliar, com o relator Celso de Mello. Neste caso, o Ministério Público Federal argumentou sobre a inadequação da assistência médica no sistema prisional, uma tese que Gonet utiliza para justificar a solicitação de Bolsonaro.

Implicações do Parecer da PGR

Ao citar esses dois casos, a PGR colocou o relator Alexandre de Moraes em uma posição complicada. Para negar o pedido de prisão domiciliar, Moraes precisará demonstrar que a situação de Bolsonaro é juridicamente diferente da de uma traficante e de um político, especialmente considerando o laudo hospitalar e a jurisprudência já estabelecida pelo STF.

O parecer é claro ao solicitar reavaliações periódicas e a manutenção de mecanismos de segurança. A mensagem da PGR é inequívoca: não se trata de anular a condenação por golpe de Estado, mas sim de aplicar a mesma Constituição que já foi utilizada pelo STF em outros casos semelhantes.

Fonte por: Jovem Pan

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