PGR se opõe à libertação de Filipe Martins, detido por plano golpista
Martins é réu do “núcleo 2” da conspiração golpista.
Procuradoria-Geral da República se opõe à soltura de Filipe Martins
No último sábado, 24, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a soltura de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro. O procurador-geral, Paulo Gonet, argumentou que não existem “fatos novos” que justifiquem a mudança na situação de Martins, que teria descumprido medidas cautelares ao acessar o LinkedIn. Gonet destacou que o ex-assessor demonstra “desdém pelas determinações judiciais”.
Gonet afirmou que a postura de Martins evidencia a ineficácia de medidas alternativas menos severas, tornando a prisão preventiva necessária para garantir a aplicação da lei e a disciplina do processo. Ele ressaltou que, diante da permanência dos motivos que levaram à prisão, não há razão para considerar sua revogação.
Defesa de Filipe Martins contesta acusações
O advogado de Martins, Ricardo Scheiffer, enviou uma nota ao Broadcast Político, onde defendeu que apresentou relatórios que comprovam que seu cliente não utilizou a plataforma LinkedIn. Scheiffer expressou perplexidade ao afirmar que uma simples captura de tela, sem verificação adequada, foi considerada suficiente para sustentar a prisão preventiva, enquanto documentos oficiais da defesa foram desqualificados sem uma perícia conclusiva.
Martins foi preso provisoriamente em 2 de janeiro, após ser condenado a 21 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele estava proibido de acessar redes sociais, mas a Polícia Federal alegou que Martins burlou essa determinação ao utilizar o LinkedIn.
Próximos passos no caso
No dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu um prazo de 15 dias para que a PGR se manifestasse sobre o pedido de soltura da defesa. Com o parecer da PGR enviado, Moraes deverá decidir se acatará ou não a posição de Gonet.
Filipe Martins é réu do chamado “núcleo 2” da trama golpista, acusado de oferecer apoio jurídico e operacional em um plano de ruptura democrática, incluindo a elaboração de uma “minuta golpista”. Sua defesa nega as acusações, afirmando que não há provas concretas de sua participação.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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