PGR solicita inquérito contra desembargador afastado de MG

Juiz que absolveu homem de 35 anos acusado de estupro é alvo de investigação por crimes sexuais. Confira no Poder360.

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desembargador Magid Nauef Láuar

desembargador Magid Nauef Láuar

Investigação contra Desembargador por Crimes Sexuais

A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de um inquérito contra o desembargador Magid Nauef Láuar, visando investigar alegações de crimes sexuais. A solicitação ocorreu na quinta-feira, 5 de março de 2026, após o desembargador ter absolvido um homem acusado de estupro em fevereiro e posteriormente ter revertido sua decisão.

Motivos da Ação da PGR

A PGR tomou a iniciativa após receber informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre casos de crimes sexuais atribuídos a Láuar. Um dos casos em questão remonta a 2011, quando o desembargador já exercia a função de magistrado, e ainda não está prescrito. Caso o inquérito seja instaurado, as investigações abrangerão tanto a esfera administrativa quanto a criminal.

Depoimentos e Afastamento do Desembargador

O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, ouviu cinco pessoas que alegam ter sido vítimas de Láuar. Em 27 de fevereiro, o desembargador foi afastado de suas funções, uma decisão ratificada pelo plenário do CNJ, que visou garantir uma apuração livre de interferências.

Indícios de Delitos e Repercussão do Caso

Conforme comunicado da Corregedoria, o afastamento foi baseado em uma investigação preliminar que revelou indícios de delitos relacionados à dignidade sexual durante o período em que Láuar atuou em comarcas de Ouro Preto e Betim, em Minas Gerais. O desembargador ganhou notoriedade ao absolver um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, mas voltou atrás em sua decisão ao acolher um recurso do Ministério Público.

Conclusão

A situação do desembargador Magid Nauef Láuar levanta questões sérias sobre a atuação de magistrados em casos de crimes sexuais. A abertura do inquérito pelo STJ poderá trazer à tona novos elementos e contribuir para a responsabilização de eventuais abusos de poder na justiça.

Fonte por: Poder 360

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