Polícia Federal apura uso de metanol por criminosos para adulteração de bebidas

Ricardo Lewandowski revela que ‘muitos caminhões e tanques’ com substância tóxica foram abandonados após operação contra crime organizado.

08/10/2025 08:00

2 min

Polícia Federal apura uso de metanol por criminosos para adulteração de bebidas
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação sobre Metanol em Bebidas Alcoólicas

A Polícia Federal está apurando a possibilidade de que metanol, abandonado por criminosos após uma operação contra o crime organizado no setor de combustíveis, esteja sendo utilizado para adulterar bebidas alcoólicas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou que muitos caminhões e tanques de metanol foram deixados para trás após a operação, e essa hipótese está sendo considerada pela investigação.

O foco da apuração é determinar a origem do metanol, que pode ser de combustíveis fósseis ou de produtos agrícolas. Lewandowski destacou que a abordagem repressiva dependerá da origem do metanol encontrado nas bebidas. Ele também mencionou a possibilidade de investigar a ligação entre o crime organizado e a falsificação de bebidas alcoólicas, que tem causado casos de intoxicação em várias regiões do país.

Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou qualquer relação entre as contaminações por metanol e o crime organizado, apesar de o estado registrar o maior número de casos e mortes relacionadas.

Controle de Produtos para Falsificação

O ministro Lewandowski anunciou que o governo pretende intensificar o controle sobre sites que comercializam rótulos, lacres, tampas e garrafas utilizados na falsificação de bebidas. Essa ação será coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor, pelo Ministério da Agricultura e pela Receita Federal.

Criação de Comitê de Enfrentamento

Foi anunciada a criação de um comitê, em colaboração com a sociedade civil, para abordar os problemas relacionados às bebidas contaminadas por metanol. O objetivo é planejar ações repressivas contra os responsáveis pela adulteração, bem como medidas protetivas para o setor de bebidas. A decisão foi tomada após uma reunião com representantes do setor.

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Segundo o ministro, o comitê funcionará de maneira informal, promovendo a troca de informações sobre boas práticas e as providências adotadas, tanto pelo setor público quanto pelo privado, visando uma solução rápida para o problema.

Fonte por: Jovem Pan

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