‘Por um triz não prendemos o Doca; secretário da Polícia do Rio afirma que hora dele vai chegar’

Edgar Alves de Andrade, um dos líderes do Comando Vermelho, é alvo de investigação por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças.

31/10/2025 18:00

3 min

‘Por um triz não prendemos o Doca; secretário da Polícia do Rio afirma que hora dele vai chegar’
(Imagem de reprodução da internet).

Defesa da Megaoperação no Rio de Janeiro

Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, reiterou a defesa da megaoperação que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. A ação tinha como alvo principal Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, considerado um dos líderes do Comando Vermelho nas comunidades do Complexo da Penha e na zona oeste do Rio. Curi afirmou que a polícia esteve muito próxima de capturá-lo.

Segundo Curi, moradores das comunidades expressaram apoio à operação, pedindo mais ações para prender criminosos. Ele acredita que a prisão de Doca é uma questão de tempo e que a operação causou um impacto significativo na facção criminosa.

Denúncias e Investigações

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou Doca e mais 66 pessoas por associação para o tráfico, com três deles também acusados de tortura. Doca é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Ele possui 34 mandados de prisão em aberto e é suspeito de ser o mandante da execução de três médicos em outubro de 2023.

Além disso, em maio deste ano, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Doca e outros dois criminosos pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias, onde teriam ordenado uma invasão, resultando em várias acusações, incluindo tentativa de homicídio qualificado.

Identificação dos Mortos

O governo do Rio informou que, dos 99 mortos identificados, 42 tinham mandados de prisão pendentes e 78 possuíam histórico criminal relevante, como tráfico e homicídio. Além disso, 40 das vítimas eram de outros estados, incluindo Pará, Amazonas e Bahia.

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Nove dos mortos eram líderes do tráfico de drogas, com nomes conhecidos como Russo e DG, que atuavam em diferentes regiões do Brasil. O Instituto Médico Legal (IML) está sendo utilizado exclusivamente para necropsias relacionadas à operação, enquanto o atendimento às famílias ocorre em um prédio do Detran próximo ao instituto.

Atuação da Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Rio formou uma força-tarefa com 40 profissionais para atender as famílias das vítimas, que já buscaram assistência para obter documentos e regularizar sepultamentos. A defensora Mirela Assad destacou as dificuldades enfrentadas devido à ausência de familiares para a identificação dos mortos.

A deputada Dani Monteiro (PSOL) acompanhou a comitiva do governo federal nas comunidades afetadas, enfatizando que direitos humanos são fundamentais para uma política pública eficaz. O Ministério Público do Rio de Janeiro também está utilizando tecnologia avançada para registrar lesões externas nos corpos, auxiliando nas investigações.

Fonte por: Jovem Pan

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