Premiê da Dinamarca afirma que Europa deve intensificar defesa própria

Mette Frederiksen afirma que Europa deve intensificar esforços de defesa sem depender dos Estados Unidos, em meio a tensões com Donald Trump.

28/01/2026 12:20

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Mette Frederiksen

Dinamarca defende maior autonomia na segurança europeia

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que os países europeus precisam “fazer mais” por sua defesa, destacando a atual dificuldade do continente em se proteger sem o apoio dos Estados Unidos. As declarações foram feitas durante uma palestra na universidade Sciences Po, em Paris.

Frederiksen enfatizou que a Europa enfrenta desafios significativos em termos de inteligência e armamento, dependendo fortemente dos EUA. No entanto, ela acredita que o continente pode e deve aumentar seus esforços de defesa.

Tensões entre EUA e Europa

Copenhague se tornou um ponto focal nas tensões entre os Estados Unidos e a Europa, especialmente após a proposta de Donald Trump de adquirir a Groenlândia, um território dinamarquês, por razões de segurança nacional. A primeira-ministra destacou a necessidade de os países europeus se rearmarem, afirmando que a situação atual exige uma resposta mais rápida do que a prevista pela Otan para 2035.

Em uma reunião no Palácio do Eliseu, o presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou a solidariedade da França com a Dinamarca e alertou que a situação na Groenlândia representa um “chamado ao despertar estratégico” para toda a Europa. Ele mencionou a importância da soberania europeia e a necessidade de enfrentar desafios como desinformação e mudanças climáticas.

Compromissos de defesa na Otan

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também comentou sobre a ilusão de que a Europa poderia se defender sozinha sem o apoio dos EUA, a principal potência militar global. Durante a cúpula de Haia em 2025, os aliados da Otan se comprometeram a aumentar seus gastos com defesa para 5% do PIB, após anos de investimentos insuficientes.

Frederiksen reconheceu que a redução dos gastos com defesa no passado foi um erro e enfatizou a urgência de rearmar a Europa. “O mais importante é nos rearmarmos rapidamente”, concluiu a primeira-ministra dinamarquesa.

Fonte por: Jovem Pan

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