Premiê da França supera moções de desconfiança no Parlamento

Lecornu enfrenta tentativas de derrubada após aprovar Orçamento sem votação pelo mecanismo constitucional.

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Sébastien Lecornu, primeiro-ministro da França

Sébastien Lecornu, primeiro-ministro da França

Primeiro-ministro da França supera moções de desconfiança

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, conseguiu se manter no cargo após enfrentar duas moções de desconfiança na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026. Lecornu utilizou um mecanismo constitucional para aprovar o Orçamento de 2026 sem a necessidade de votação parlamentar, conforme noticiado por fontes locais.

Moções de desconfiança e apoio político

As moções foram apresentadas na Assembleia Nacional por partidos da esquerda, como França Insubmissa, os Verdes e o Partido Comunista, além do Reagrupamento Nacional da direita. No entanto, nenhuma das propostas obteve apoio suficiente para derrubar o governo.

Uso do Artigo 49.3 da Constituição

No dia 21 de janeiro, Lecornu recorreu ao Artigo 49.3 da Constituição francesa para aprovar parte do Orçamento sem votação, após realizar concessões para garantir o apoio do Partido Socialista. O primeiro-ministro destacou que a França precisava de um orçamento e que a situação havia chegado a um impasse.

Concessões e apoio dos socialistas

Durante a sessão parlamentar, Lecornu enfatizou a necessidade de assumir responsabilidades quando o debate não leva a uma conclusão. O apoio dos socialistas foi crucial para a manutenção do governo, que considerou o uso do Artigo 49.3 como a “solução menos ruim”. As concessões incluíram um aumento no benefício complementar para funcionários com salários mais baixos e a implementação de refeições a 1 euro para estudantes.

Próximos passos e novas moções

Após superar as moções de desconfiança, Lecornu conseguiu aprovar as despesas do Orçamento de 2026. Em resposta, a esquerda anunciou uma nova moção, que deve ser analisada na próxima terça-feira, 28 de janeiro. Se a proposta for aprovada, seguirá para o Senado antes de retornar à Assembleia para a adoção final.

Fonte por: Poder 360

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