Premiê do Japão dissolve Parlamento e marca eleições para 8 de fevereiro
Decisão de antecipar votação gera críticas da oposição; Sanae Takaichi diz que isso compromete seu futuro como mandatária.
Primeira-ministra do Japão anuncia eleições gerais antecipadas
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira (19) a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento, com eleições gerais antecipadas marcadas para o dia 8 de fevereiro. A decisão foi considerada difícil por Takaichi, que ressaltou que seu futuro político está em jogo.
Em coletiva de imprensa, a primeira-ministra expressou seu desejo de que a população decida se confia na sua gestão. Takaichi assumiu o cargo após vencer as primárias do Partido Liberal Democrata (PLD) em outubro do ano passado, após a renúncia de seu antecessor, Shigeru Ishiba.
Contexto das eleições antecipadas
A imprensa japonesa já havia especulado sobre a intenção de Takaichi de convocar eleições antecipadas para aproveitar sua popularidade, que atualmente é alta. Seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão (Ishin), confirmou a dissolução da Câmara para o dia 23 de janeiro, coincidindo com o início da nova sessão da Dieta, o Parlamento japonês.
Takaichi também apresentou suas prioridades políticas, afirmando que os objetivos de seu acordo de coalizão com o Ishin devem ser implementados até 2026, caso obtenham apoio nas urnas.
Aprovação e desafios do governo
O governo de Takaichi possui um índice de aprovação de até 62%, segundo uma pesquisa recente. No entanto, o PLD e seus aliados têm uma maioria apertada na Câmara Baixa e enfrentam dificuldades na Câmara Alta, resultado de eleições anteriores sob a liderança de Ishiba.
A convocação de eleições antecipadas, que contrasta com as negativas anteriores de Takaichi, gerou críticas da oposição. Os partidos opositores argumentam que essa medida pode atrasar a aprovação do orçamento para o ano fiscal de 2026, em um cenário de inflação e estagnação salarial.
Reações da oposição
Em resposta aos planos de Takaichi, o Partido Democrático Constitucional (PDC) e o Komeito, antigo aliado do PLD, concordaram em formar um novo partido de centro. Essa movimentação pode complicar as chances da primeira-ministra nas eleições de fevereiro.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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