Presidente da Câmara dos EUA solicita eleição “em breve” na Venezuela
Mike Johnson afirma que EUA não devem enviar tropas; líder democrata critica plano para Caracas como “vago”. Confira no Poder360.
Defesa de Eleições na Venezuela por Mike Johnson
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, do Partido Republicano, manifestou apoio à realização de eleições na Venezuela durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026. Johnson afirmou que os EUA não devem enviar tropas ao país sul-americano, após uma reunião no Capitólio com altos funcionários do governo de Donald Trump, que discutiram a operação que resultou na destituição de Nicolás Maduro.
Reunião e Declarações de Johnson
Após a reunião, Johnson declarou: “Não esperamos tropas no terreno”. Ele enfatizou que a intenção é apenas incentivar o governo interino da Venezuela a iniciar suas atividades e que uma eleição deve ser convocada em breve. No entanto, Trump indicou que um novo pleito não deve ocorrer nos próximos 30 dias.
Briefing sobre a Situação na Venezuela
A reunião foi o primeiro briefing presencial desde a operação que removeu Maduro do poder. O ex-presidente e sua esposa foram levados aos Estados Unidos, onde se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e outros crimes em um tribunal federal em Manhattan.
Participantes da Reunião
Entre os participantes do encontro estavam o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Guerra Pete Hegseth, a chefe do Departamento de Justiça Pam Bondi, o diretor da CIA John Ratcliffe e o chefe do Estado-Maior Conjunto Dan Caine, além de líderes bipartidários dos comitês de Relações Exteriores, Defesa e Inteligência.
Próximos Passos e Críticas
Na quarta-feira, 7 de janeiro, o governo Trump informará todos os congressistas da Câmara sobre a situação. O Senado também receberá um memorando, embora o documento ainda esteja em elaboração. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, descreveu o briefing como “extenso”, mas que gerou “mais perguntas do que respostas”.
Schumer criticou o plano do governo, afirmando que é vago e insatisfatório, e pediu garantias de que os EUA não tentariam implementar ações semelhantes em outros países, mas não obteve respostas. Johnson, por sua vez, tentou minimizar as críticas, afirmando que a situação não se trata de uma mudança de regime, mas sim de uma exigência de mudança de comportamento do governo venezuelano.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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