Prisão de Sérgio Nahas: descubra os detalhes do assassinato da esposa em SP
Assassino é preso no litoral da Bahia após ser identificado por sistema de reconhecimento facial da PM no último sábado (17)
Empresário Sérgio Nahas é preso na Bahia após condenação por homicídio
Sérgio Nahas, de 61 anos, foi detido no último sábado (17) em Praia do Forte, na Bahia. Ele foi condenado pelo assassinato de sua esposa, Fernanda Orfali, e foi reconhecido por um sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar enquanto caminhava pela área turística. Nahas estava foragido e constava na lista de procurados da Interpol, após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar seu último recurso e determinar o cumprimento imediato de sua pena de oito anos e dois meses em regime fechado.
O casal residia em um apartamento de alto padrão em Higienópolis, São Paulo, e havia se casado poucos meses antes do crime. Documentos do Ministério Público de São Paulo (MPSP) indicam que Fernanda descobriu que Sérgio era usuário de drogas, um fato que sua família havia ocultado antes do casamento. Além disso, ela soube que o marido mantinha uma vida promíscua, frequentando prostitutas e travestis.
Detalhes do crime
O assassinato ocorreu em 14 de setembro de 2002, quando o casal estava em um clima de tensão e Fernanda manifestava a intenção de se separar. Segundo a denúncia do MP-SP, após discussões prolongadas, Sérgio disparou uma arma contra a esposa dentro do quarto. O laudo necroscópico revelou que o tiro atingiu o tórax de Fernanda, resultando em sua morte.
O Ministério Público classificou o crime como motivado por “vingança”, devido à decisão da vítima de se separar após descobrir o comportamento do marido. A denúncia inicial também alegou que o crime foi cometido de forma a dificultar a defesa da vítima, embora essa qualificação tenha sido debatida em recursos posteriores.
Defesa e alegações de suicídio
Durante o julgamento, a defesa de Sérgio Nahas negou sua autoria no crime, alegando que Fernanda teria cometido suicídio. Eles sustentaram que a vítima enfrentava problemas emocionais e depressão. Relatos indicam que, horas antes do incidente, houve uma briga em que Sérgio desarmou Fernanda, que estava armada com uma pistola Glock calibre 380. A defesa argumentou que o disparo fatal foi um ato da própria Fernanda.
No entanto, a decisão de pronúncia que levou o réu a júri popular citou laudos periciais que contestavam a versão de suicídio. A perícia técnica concluiu que as características do disparo não eram compatíveis com um suicídio, reforçando as evidências de homicídio.
Conclusão sobre o caso
A prisão de Sérgio Nahas marca um desfecho importante para um caso que remonta a mais de duas décadas. A condenação e a recente detenção ressaltam a importância da justiça em casos de violência doméstica e homicídio, além de trazer à tona questões sobre a saúde mental e o impacto de comportamentos abusivos em relacionamentos.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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