Professor afirma que forças internas do Irã não conseguem derrubar o regime
Fernando Brancoli, professor de Geopolítica na UFRJ, diz que manifestações não ameaçam governo, mas ataque externo pode alterar cenário.
Protestos no Irã: Análise da Situação Atual
As manifestações populares que começaram no Irã em 28 de dezembro não apresentam força suficiente para derrubar o regime dos aiatolás, conforme a avaliação do professor de Geopolítica da UFRJ, Fernando Brancoli. Durante sua participação em um programa, ele destacou que, ao contrário da Revolução Iraniana de 1979, não há sinais de fissuras nas forças de segurança do país.
Brancoli explicou que as diversas facções que compõem o poder no Irã, incluindo a Guarda Revolucionária e membros do exército, permanecem leais ao Aiatolá, sem indícios de que estejam se voltando contra o governo.
Lealdade das Forças de Segurança
Um dos fatores que podem levar à queda de regimes, como observado na Primavera Árabe, é a recusa do exército em reprimir a população. No entanto, no Irã, as forças de segurança continuam a apoiar o governo, mesmo diante dos protestos que se iniciaram devido a reclamações sobre inflação e estagnação econômica.
O professor também mencionou que a situação é complicada por um “completo blackout de internet e celular”, dificultando a análise precisa dos eventos. As informações chegam de forma limitada, mas indicam uma repressão intensa, com mortes e prisões de manifestantes.
Dificuldades na Comunicação e Repressão
Brancoli ressaltou que a capacidade da população de permanecer nas ruas e enfrentar a repressão será crucial para o futuro dos protestos. Ele afirmou que a possibilidade de uma queda de regime se aproxima quando as forças de segurança não conseguem mais controlar a multidão que se manifesta de forma quase irresistível.
Possíveis Fatores Externos
O especialista alertou que um fator externo poderia mudar significativamente a situação política no Irã. Ele mencionou que um eventual ataque dos Estados Unidos ou de Israel poderia desestabilizar o regime, que atualmente mantém o controle interno.
Na visão de Brancoli, uma ação militar externa poderia ser “a gota que transborda o copo d’água”, potencialmente alterando o equilíbrio de poder no país.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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