Professora brasileira opta por morte assistida na Suíça: ‘Vou descansar para sempre’

Em outubro de 2024, Célia Cassiano recebe diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa.

18/04/2026 17:30

2 min

Professora brasileira opta por morte assistida na Suíça: ‘Vou descansar para sempre’
(Imagem de reprodução da internet).

Professora brasileira realiza morte assistida na Suíça

A professora Célia Maria Cassiano, de Campinas, São Paulo, passou por um procedimento de morte assistida na Suíça, conforme anunciado em seu Instagram na quarta-feira (15). Em um vídeo, ela declarou: “Vou descansar para sempre, como todos nós vamos, né?”.

Diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em outubro de 2024, Célia viajou para a Suíça há uma semana, onde compartilhou momentos de sua viagem nas redes sociais antes de revelar sua decisão sobre o suicídio assistido.

Decisão pela morte digna

Célia, que possui formação em Ciências Sociais e mestrado em Multimeios pela Unicamp, atuou como professora na área de artes. Desde o diagnóstico, ela utilizou suas redes sociais para relatar sua rotina de tratamento e expressou seu desejo de buscar uma morte digna. “Estou super afiada intelectualmente, mas fisicamente estou sendo destruída pela doença”, afirmou.

Nos últimos seis meses, ela buscou apoio de profissionais jurídicos e médicos no Brasil, mas ao perceber que não conseguiria realizar o procedimento no país, decidiu mudar de estratégia e buscar ajuda na Suíça, onde o suicídio assistido é legal.

Desafios enfrentados

Célia revelou que precisou enganar alguns médicos para obter os laudos necessários, apresentando sua viagem como um tratamento experimental para a ELA. “Tive um trabalho intenso para localizar uma organização na Suíça”, contou.

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Ela expressou que se sente em paz por não sentir dor em sua morte, após enfrentar dificuldades com a falta de independência em atividades cotidianas. “Vivi uma vida deliciosa, esses últimos dias aqui foram os melhores da minha vida”, disse.

Incentivo à luta por direitos

Por fim, Célia incentivou as pessoas no Brasil a lutarem por seus direitos, defendendo a criação de uma lei que permita a escolha sobre como desejam morrer, visando garantir uma morte digna a todos.

Fonte por: Jovem Pan

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