Prologis busca acordo com Metrô para construir centro logístico bilionário
Governo do Estado classifica terreno da Ford em São Bernardo como de utilidade pública
Prologis busca acordo sobre terreno da Ford em São Bernardo do Campo
A Prologis, multinacional norte-americana especializada em logística, está em busca de um entendimento com o Governo do Estado de São Paulo sobre o uso do terreno de 1 milhão de m², onde antes funcionava a fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo. A empresa adquiriu o local por R$ 850 milhões em 2024, com planos de construir um complexo de galpões logísticos e data centers, totalizando investimentos de R$ 33 bilhões ao longo de dez anos.
Desafios enfrentados pela Prologis
Recentemente, a Prologis foi surpreendida pela declaração de utilidade pública da área, que reservou 224 mil m² do terreno para o pátio de trens da futura Linha 20 do Metrô. Essa decisão inviabilizou os planos de construção do complexo logístico, segundo a empresa. O líder da Prologis no Brasil, Hermano Souza, expressou a esperança de que ainda haja espaço para diálogo com o governo e o Metrô para encontrar uma solução viável.
Impacto da desapropriação no projeto
Souza destacou que a desapropriação representa cerca de 40% da área útil do terreno, o que limita significativamente o espaço disponível para as edificações. Com isso, restariam aproximadamente 400 mil m² para os galpões, o que comprometeria a integração e a escala do projeto. Ele sugeriu que uma alternativa seria reposicionar as instalações do Metrô para acomodar tanto o pátio quanto os galpões e data centers.
Outros projetos da Prologis em andamento
Enquanto busca um acordo, a Prologis continua com outros empreendimentos. A empresa está construindo um parque logístico em Cotia (SP), com 200 mil m², previsto para ser concluído no final de 2026. Além disso, a Prologis possui 46 galpões nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, totalizando 1,8 milhão m², e está em fase de aprovação de mais dois projetos.
O setor logístico tem sido impulsionado pela demanda crescente de empresas de comércio eletrônico e do varejo físico, que buscam novos centros de armazenamento e distribuição. O líder da Prologis no Brasil acredita que a demanda continuará forte, independentemente do canal de vendas.
Fonte por: Estadao
Autor(a):
Redação
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