Proposta estabelece coleta de biometria de mãe e bebê na sala de parto

Hospitais registrarão impressões digitais na Declaração de Nascido Vivo, conforme proposta. Confira no Poder360.

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Mão de bebê e da mãe ilustra Projeto de Lei que coleta biometria na sala de parto

Mão de bebê e da mãe ilustra Projeto de Lei que coleta biometria na sala de parto

Projeto de Lei Institui Identificação Biométrica Neonatal

O Projeto de Lei 1626/25 propõe a criação do Plano Nacional da Identificação Biométrica Neonatal, que tornará obrigatória a coleta de dados biométricos de recém-nascidos e suas mães em maternidades públicas e privadas no Brasil.

De acordo com a proposta em discussão na Câmara dos Deputados, os hospitais deverão registrar as impressões digitais das mãos e pés dos bebês, assim como dos dedos indicadores e polegares das mães, diretamente na Declaração de Nascido Vivo (DNV).

Objetivos da Proposta

O autor do projeto, deputado Adail Filho (Republicanos-AM), destaca que a iniciativa visa alinhar o Brasil a práticas internacionais de identificação, além de modernizar a gestão de dados públicos e facilitar o acesso a serviços desde o nascimento.

Ele ressalta que a criação de um banco de dados biométrico pode ajudar na prevenção de crimes, como o tráfico de crianças e adoções ilegais, além de possibilitar a formulação de políticas públicas mais eficazes, baseadas em dados reais.

Principais Alterações Propostas

A proposta altera a Lei 12.662/12, que garante validade nacional à DNV, para incluir a obrigatoriedade da identificação biométrica. O objetivo é estabelecer um banco de dados nacional que esteja integrado aos sistemas de segurança pública e justiça.

Além disso, o protocolo para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (RG Nacional) deverá ser realizado na maternidade. Em partos fora do ambiente hospitalar, o médico responsável pelo primeiro atendimento deverá realizar o procedimento de coleta de dados biométricos.

O projeto também prevê a recoleta da biometria no momento da alta hospitalar, garantindo a cadeia de custódia e a rastreabilidade dos neonatos.

Próximos Passos na Tramitação

O projeto está em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Saúde, Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Fonte por: Poder 360

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