Protestos no Irã resultam em mais de 2.400 mortos

País responsabiliza os EUA por violência nas manifestações; Trump incentiva iranianos a permanecer nas ruas e “ocupar as instituições”.

14/01/2026 10:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Protestos no Irã: Números Alarmantes e Reações Internacionais

Após 17 dias de intensos protestos no Irã, a Hrana (Human Rights Activist News Agency) divulgou, em 13 de janeiro de 2026, que 2.403 manifestantes perderam a vida em decorrência das manifestações que se espalham pelo país. Dentre os mortos, 12 eram menores de 18 anos.

A agência também contabiliza 9 pessoas que não estavam participando dos protestos, 147 membros das forças de segurança e 5 civis que apoiavam o governo. Os dados são atualizados diariamente com base em informações locais e relatos verificados por uma rede de monitoramento.

Prisão e Repressão Durante os Protestos

Desde o início dos protestos, 18.434 pessoas foram detidas. Entre os presos está Erfan Soltani, um jovem que enfrenta risco de execução. Ele foi capturado em 8 de janeiro na cidade de Fardis, próximo a Teerã, por participar das manifestações contra o governo e a alta dos preços.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que tomará “fortes medidas” caso o Irã execute manifestantes detidos. Ele também incentivou os protestos, pedindo que os manifestantes “tomem as instituições” do país.

Além das mortes e prisões, o balanço atualiza 1.134 feridos, muitos deles atingidos durante a repressão das forças de segurança em diversas cidades. O governo iraniano mantém um bloqueio de internet, dificultando a comunicação entre manifestantes e organizações de direitos humanos.

Motivações dos Protestos e Respostas do Governo

Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025, impulsionados pela crise econômica, com uma inflação de 42,2% e aumento nos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores exigem alívio econômico e reformas políticas, criticando o governo do aiatolá Ali Khamenei.

As forças de segurança têm utilizado armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações, e o acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro. Khamenei se referiu aos manifestantes como “sabotadores”.

  • Ali Khamenei – O aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989, liderando uma teocracia islâmica que concentra poder absoluto no líder supremo. O regime impõe severas restrições, especialmente às mulheres, e a oposição permanece fragmentada.

Conclusão sobre a Situação no Irã

A situação no Irã continua a ser crítica, com um aumento significativo no número de mortos e detidos. A repressão governamental e a falta de liberdade de expressão são preocupações centrais, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dos protestos.

Fonte por: Poder 360

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