Protestos no Irã resultam em mais de 5.000 mortes

Entre as vítimas, destacam-se 4.714 manifestantes, 42 menores, 207 integrantes das forças de segurança e 39 transeuntes.

24/01/2026 3:20

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Protestos no Irã já deixaram centenas de mortos, segundo organiz...

Mortes em Protestos no Irã Superam 5.000, Afirma ONG

Um grupo de defesa dos direitos humanos dos Estados Unidos revelou, nesta sexta-feira (23), que mais de 5.000 pessoas perderam a vida durante os recentes protestos no Irã, a maioria civis mortos pelas forças de segurança. Organizações não governamentais (ONGs) que monitoram a situação relataram que o trabalho de coleta de dados foi dificultado pelo corte de internet imposto pelas autoridades desde 8 de janeiro, e alertaram que o número real de vítimas pode ser ainda maior.

A Human Rights Activists News Agency (HRANA) confirmou a morte de 5.002 pessoas, incluindo 4.714 manifestantes, 42 menores, 207 membros das forças de segurança e 39 transeuntes. Além disso, a HRANA está investigando outras 9.787 possíveis mortes.

Detenções e Divergências nos Números

Segundo a HRANA, pelo menos 26.852 pessoas foram detidas, um número que supera o balanço oficial divulgado pelas autoridades iranianas, que reportaram 3.117 mortos. Este balanço foi apresentado pela fundação iraniana de mártires e veteranos, que classifica as vítimas em “mártires” — membros das forças de segurança ou transeuntes inocentes — e “arruaceiros” apoiados pelos Estados Unidos. Dentre os 3.117 mortos, 2.427 foram considerados “mártires”.

A HRANA criticou as autoridades iranianas por tentarem manter a narrativa oficial sobre as mortes. A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, também documentou a morte de pelo menos 3.428 manifestantes pelas forças de segurança, mas alertou que o número final pode chegar a cerca de 25.000 mortes.

Reações Internacionais e Ameaças de Ações Militares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novas ações militares contra o Irã em resposta à repressão, especialmente em caso de execuções de manifestantes. A Casa Branca informou que 800 execuções programadas para 14 de janeiro foram suspensas após pressão de Washington.

Fonte por: Jovem Pan

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