Psol Rejeita Proposta de Federação com o PT
No último sábado (7 de março de 2026), o Diretório Nacional do Psol decidiu, de forma expressiva, rejeitar a proposta de federação com o PT. A votação revelou que 76% dos delegados se opuseram à medida, enquanto apenas 24% apoiaram a adesão à Federação Brasil da Esperança, que inclui PT, PCdoB e PV.
Apoio à Reeleição de Lula
Apesar da recusa em formar uma federação com o PT, o Psol aprovou, por unanimidade, o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno de 2026. Com essa decisão, o partido abre mão de lançar uma candidatura própria à Presidência, priorizando o combate à chamada “extrema-direita”, representada por candidatos como Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Negociações e Debates Internos
A decisão do Psol encerra uma série de negociações realizadas pelo PT nas semanas anteriores. O presidente do PT, Edinho Silva, se reuniu com a presidenta do Psol, Paula Coradi, e outros dirigentes para discutir a ampliação da base em torno de uma federação única da esquerda. O encontro, realizado na sede do PT em Brasília, abordou campanhas estaduais e pautas comuns no Congresso.
Desafios da Federação
A proposta de federação foi defendida pelo grupo Revolução Solidária, liderado por Guilherme Boulos (Psol-SP), que argumentou que partidos menores se beneficiam com a federação, garantindo mais tempo de propaganda eleitoral e acesso a recursos do fundo partidário. No entanto, integrar a Federação Brasil da Esperança implicaria em compartilhar palanques e abrir mão de autonomia nas composições estaduais, o que gerou resistência entre alguns dirigentes petistas.
Decisões e Futuro do Psol
Durante a reunião, as correntes contrárias à federação, incluindo a presidenta nacional do Psol, Paula Coradi, e membros do Movimento Esquerda Socialista (MES), prevaleceram. O diretório também renovou a federação com a Rede Sustentabilidade por mais quatro anos, considerada estratégica para superar a cláusula de barreira e garantir recursos e representatividade. Para 2026, uma das metas definidas foi a ampliação da bancada no Congresso.
Independência Política e Identidade do Psol
A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) celebrou o resultado, afirmando que o partido fez a escolha correta ao preservar sua independência política e programática. Ela destacou que a unidade eleitoral não significa diluição da identidade do Psol, que continuará a seguir seu programa e táticas eleitorais de forma autônoma.
Paula Coradi ressaltou que o debate foi conduzido de maneira democrática, com a participação de todas as tendências, e afirmou que o partido seguirá respeitando as decisões tomadas, mantendo espaço para posições divergentes.
Fonte por: Poder 360
