PT classifica captura de Maduro como ‘sequestro’ e grave agressão na América Latina

PT critica ataque dos Estados Unidos, mas não se aproxima da Venezuela como em ocasiões anteriores.

03/01/2026 13:50

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(Imagem de reprodução da internet).

PT Condena Ação dos EUA na Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, como um “sequestro” realizado pelos Estados Unidos. Esta declaração ocorreu após o ataque militar dos EUA à Venezuela na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026. O partido, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que essa ofensiva representa “a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI”.

Nota Oficial do PT

A nota divulgada pelo PT foi assinada pela Secretaria de Relações Internacionais, sob a liderança do senador Humberto Costa (PT-PE). No documento, o partido expressou sua preocupação com a escalada do conflito, que, segundo eles, possui motivações políticas e econômicas, e alertou sobre os riscos à estabilidade regional.

Escalada do Conflito

O PT destacou que, desde o início de setembro, a situação na Venezuela se agravou devido a declarações hostis, ações unilaterais e movimentações militares crescentes. A legenda reiterou que o bombardeio em Caracas e a captura do presidente configuram uma grave violação da soberania.

Silêncio sobre Maduro

Embora tenha condenado o ataque dos Estados Unidos, o PT não fez menções ao governo de Maduro, ao contrário de posicionamentos anteriores. Além disso, o partido não criticou a conduta do presidente venezuelano nos últimos anos, mantendo uma postura neutra em relação a sua administração.

Considerações Finais

A situação na Venezuela continua a ser um tema delicado e complexo, com repercussões significativas para a política sul-americana. O PT, ao se posicionar contra a intervenção dos EUA, busca reafirmar sua postura em defesa da soberania dos países da região, enquanto navega entre as críticas ao governo de Maduro e a necessidade de um posicionamento claro sobre a crise.

Fonte por: Estadao

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