Puma suspende pagamento de dividendos e prevê prejuízo de até 150 milhões de euros

Fabricante alemã de artigos esportivos projeta perdas operacionais de 50 a 150 milhões de euros em 2023. Confira no Poder360.

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Puma Anuncia Cancelamento de Dividendos e Prejuízos Operacionais

A Puma, fabricante alemã de artigos esportivos, decidiu cancelar o pagamento de dividendos anuais aos acionistas. Em um comunicado feito na quinta-feira (26 de fevereiro de 2026), a empresa revelou que enfrentará um prejuízo operacional significativo neste ano. O presidente-executivo, Arthur Hoeld, está em busca de estratégias para recuperar a participação de mercado da marca, que tem perdido espaço para concorrentes.

As projeções indicam que a Puma poderá registrar perdas operacionais entre 50 milhões e 150 milhões de euros em 2026. Em janeiro do mesmo ano, a Anta, a maior marca de artigos esportivos da China, anunciou a aquisição de 29% da Puma, o que pode impactar a reestruturação da empresa.

Desempenho Financeiro e Prejuízos Anteriores

No ano de 2025, a Puma reportou um prejuízo de 357,2 milhões de euros, valor que ficou abaixo das expectativas de analistas, que previam perdas de 374,3 milhões de euros. As vendas da empresa caíram 8,1% em termos ajustados por moeda, totalizando 7,3 bilhões de euros. A dívida líquida da Puma alcançou 1,064 bilhão de euros ao final do ano, um aumento significativo em relação aos 119,8 milhões de euros registrados em 2024.

Para 2026, a expectativa é que a receita continue em declínio, embora em um ritmo mais lento, variando entre baixos e médios dígitos simples. Nos últimos cinco anos, as ações da Puma acumularam uma queda de 73%, mas na quinta-feira (26 de fevereiro), houve uma leve recuperação, com os papéis subindo 4%.

Desafios e Estratégias de Expansão

Atualmente, a Grande China representa apenas 7% das vendas da Puma, e a Anta planeja aumentar essa participação após a conclusão da compra de sua fatia na empresa alemã. O diretor financeiro da Puma, Markus Neubrand, destacou a importância de reduzir o endividamento, afirmando que a diminuição da alavancagem é uma prioridade para os próximos anos.

A Puma também está acelerando a eliminação de estoques não vendidos, recomprando produtos excedentes de varejistas para serem vendidos em suas lojas de fábrica. Essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla para melhorar o desempenho comercial da marca.

Fonte por: Poder 360

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