Seis países do Mercosul exigem restauração da democracia na Venezuela
No último sábado, 20, liderados pela Argentina, seis países emitiram um comunicado oficial pedindo a “restauração da democracia” na Venezuela. O documento revela uma clara divisão no Mercosul, onde apenas Brasil e Uruguai, entre os membros plenos, não assinaram o texto.
Comunicado da Cúpula do Mercosul
O comunicado foi divulgado durante a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em Foz do Iguaçu (PR). O grupo expressou preocupação com a grave crise migratória, humanitária e social enfrentada pela Venezuela sob o governo de Nicolás Maduro.
Quem assinou o documento
O comunicado conta com a assinatura de presidentes e autoridades de três Estados Partes e três Estados Associados:
- Argentina: Javier Milei (Presidente)
- Paraguai: Santiago Peña (Presidente)
- Bolívia: Fernando Aramayo (Ministro das Relações Exteriores)
- Panamá: José Raúl Mulino (Presidente)
- Equador: Altas autoridades
- Peru: Altas autoridades
É importante notar que Brasil e Uruguai foram os únicos entre os cinco Estados Partes do Mercosul a não endossar o comunicado.
Conteúdo do comunicado sobre a Venezuela
As autoridades signatárias adotaram um tom firme em relação ao regime de Caracas, instando as autoridades venezuelanas a:
- Cumprir as normas internacionais de direitos humanos;
- Libertar imediatamente cidadãos arbitrariamente detidos;
- Garantir o devido processo legal e a integridade física dos opositores.
O comunicado evidencia a falta de consenso dentro do bloco, uma vez que o documento oficial da cúpula não mencionou a Venezuela, que está suspensa da união aduaneira desde 2016.
Divergência entre Lula e Milei
A cúpula também foi marcada por tensões entre os presidentes das duas maiores economias do bloco. No encerramento do evento, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou sobre os riscos de intervenções externas na Venezuela, adotando uma postura cautelosa. Em contrapartida, o argentino Javier Milei apoiou a pressão militar dos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro.
Conclusão
O comunicado e as divergências entre os líderes refletem a complexidade das relações políticas na América do Sul e a necessidade de um diálogo mais construtivo para enfrentar os desafios enfrentados pela Venezuela.
Fonte por: Estadao
