Radar de velocidade: entenda a métrica de tolerância e a aplicação de autuações nas vias

Calibração eletrônica do Inmetro e margem de erro do Contran: parâmetros para autuação no trânsito brasileiro.

27/03/2026 3:30

3 min de leitura

Radar

Funcionamento do Medidor Eletrônico de Velocidade

O medidor eletrônico de velocidade é essencial para o diagnóstico e controle do fluxo no sistema viário do Brasil. Homologado pelo Inmetro e regulado pela Resolução 798/2020 do Contran, esse equipamento não fornece valores absolutos durante a medição. Em vez disso, considera uma margem técnica de segurança para compensar pequenas variações mecânicas dos veículos, permitindo que os motoristas monitorem a velocidade com precisão e evitem infrações desnecessárias na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Parâmetros de Calibração e Margem de Erro

Para garantir a eficácia da fiscalização, a legislação estabelece um erro máximo admitido, que é subtraído da velocidade registrada pelo radar. Isso assegura que motoristas não sejam penalizados por pequenas imprecisões em seus velocímetros.

Limite de até 100 km/h: o radar aplica um desconto fixo de 7 km/h. Por exemplo, em uma via com limite de 60 km/h, a infração só será registrada se o veículo ultrapassar 68 km/h, resultando em uma velocidade considerada de 61 km/h.

Limite superior a 100 km/h: a margem de erro é percentual, de 7% sobre a velocidade registrada. Em uma rodovia com limite de 120 km/h, o motorista só será notificado se a velocidade atingir 130 km/h ou mais, resultando em uma velocidade considerada de 120,9 km/h.

Sintomas de Excesso de Velocidade

O primeiro sinal de que o motorista excedeu a velocidade é visual, através de notificações no display do radar ou do disparo de um flash infravermelho. Quando a tolerância é ultrapassada, um “código de falha” é gerado no sistema do Departamento de Trânsito, classificado em três níveis de gravidade.

Excesso de até 20%: resulta em uma autuação de nível médio, indicando que o motorista perdeu o controle da velocidade, mas sem risco imediato de colisão.

Excesso entre 20% e 50%: é considerado uma infração grave. Se o excesso ultrapassar 50%, a infração é gravíssima, resultando em punições severas.

Processo de Registro do Radar

O funcionamento do medidor de velocidade é preciso e rápido, garantindo a validade do laudo. O processo segue uma sequência rigorosa para evitar erros de interpretação:

1. Detecção do Veículo

Sensores no pavimento ou radares Doppler detectam o veículo assim que ele entra na área de cobertura do radar.

2. Medição da Velocidade

O equipamento calcula o tempo que o veículo leva para cruzar os sensores, determinando a Velocidade Medida (VM) antes de qualquer desconto.

3. Cálculo da Velocidade Considerada

O software aplica o desconto de 7 km/h ou 7% para calcular a Velocidade Considerada (VC), que é o único valor legal para autuação.

4. Registro Fotográfico

Se a VC indicar excesso, uma câmera registra a placa do veículo, e o sistema de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR) converte a imagem em texto, cruzando com a base de dados da Senatran.

Custos e Consequências das Infrações

Dirigir acima dos limites de velocidade gera custos financeiros e prejudica a CNH do motorista. As penalidades variam conforme a gravidade da infração:

  • Infração média (até 20% acima): multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH.
  • Infração grave (20% a 50% acima): multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.
  • Infração gravíssima (mais de 50% acima): multa de R$ 880,41 e suspensão do direito de dirigir, exigindo curso de reciclagem.

Ignorar a manutenção da velocidade e confiar apenas na margem de erro dos radares compromete a segurança no trânsito. Respeitar os limites de velocidade é fundamental para evitar acidentes e penalidades financeiras.

Fonte por: Jovem Pan

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.