Radar de velocidade: entenda a métrica de tolerância e a aplicação de autuações nas vias
Calibração eletrônica do Inmetro e margem de erro do Contran: parâmetros para autuação no trânsito brasileiro.
Funcionamento do Medidor Eletrônico de Velocidade
O medidor eletrônico de velocidade é essencial para o diagnóstico e controle do fluxo no sistema viário do Brasil. Homologado pelo Inmetro e regulado pela Resolução 798/2020 do Contran, esse equipamento não fornece valores absolutos durante a medição. Em vez disso, considera uma margem técnica de segurança para compensar pequenas variações mecânicas dos veículos, permitindo que os motoristas monitorem a velocidade com precisão e evitem infrações desnecessárias na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Parâmetros de Calibração e Margem de Erro
Para garantir a eficácia da fiscalização, a legislação estabelece um erro máximo admitido, que é subtraído da velocidade registrada pelo radar. Isso assegura que motoristas não sejam penalizados por pequenas imprecisões em seus velocímetros.
Limite de até 100 km/h: o radar aplica um desconto fixo de 7 km/h. Por exemplo, em uma via com limite de 60 km/h, a infração só será registrada se o veículo ultrapassar 68 km/h, resultando em uma velocidade considerada de 61 km/h.
Limite superior a 100 km/h: a margem de erro é percentual, de 7% sobre a velocidade registrada. Em uma rodovia com limite de 120 km/h, o motorista só será notificado se a velocidade atingir 130 km/h ou mais, resultando em uma velocidade considerada de 120,9 km/h.
Sintomas de Excesso de Velocidade
O primeiro sinal de que o motorista excedeu a velocidade é visual, através de notificações no display do radar ou do disparo de um flash infravermelho. Quando a tolerância é ultrapassada, um “código de falha” é gerado no sistema do Departamento de Trânsito, classificado em três níveis de gravidade.
Excesso de até 20%: resulta em uma autuação de nível médio, indicando que o motorista perdeu o controle da velocidade, mas sem risco imediato de colisão.
Excesso entre 20% e 50%: é considerado uma infração grave. Se o excesso ultrapassar 50%, a infração é gravíssima, resultando em punições severas.
Processo de Registro do Radar
O funcionamento do medidor de velocidade é preciso e rápido, garantindo a validade do laudo. O processo segue uma sequência rigorosa para evitar erros de interpretação:
1. Detecção do Veículo
Sensores no pavimento ou radares Doppler detectam o veículo assim que ele entra na área de cobertura do radar.
2. Medição da Velocidade
O equipamento calcula o tempo que o veículo leva para cruzar os sensores, determinando a Velocidade Medida (VM) antes de qualquer desconto.
3. Cálculo da Velocidade Considerada
O software aplica o desconto de 7 km/h ou 7% para calcular a Velocidade Considerada (VC), que é o único valor legal para autuação.
4. Registro Fotográfico
Se a VC indicar excesso, uma câmera registra a placa do veículo, e o sistema de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR) converte a imagem em texto, cruzando com a base de dados da Senatran.
Custos e Consequências das Infrações
Dirigir acima dos limites de velocidade gera custos financeiros e prejudica a CNH do motorista. As penalidades variam conforme a gravidade da infração:
- Infração média (até 20% acima): multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH.
- Infração grave (20% a 50% acima): multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.
- Infração gravíssima (mais de 50% acima): multa de R$ 880,41 e suspensão do direito de dirigir, exigindo curso de reciclagem.
Ignorar a manutenção da velocidade e confiar apenas na margem de erro dos radares compromete a segurança no trânsito. Respeitar os limites de velocidade é fundamental para evitar acidentes e penalidades financeiras.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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