Receita Federal afirma que fake news do Pix impulsionou crimes com fintechs

Operação Fluxo Oculto desmantela fintechs ligadas ao PCC
A Operação Fluxo Oculto, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em parceria com o Gaeco e a Receita Federal, identificou seis fintechs que atuavam como suporte financeiro para o PCC. A operação visa combater a lavagem de dinheiro e a desinformação que cercam o sistema financeiro digital.
Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, destacou que a propagação de fake news sobre o Pix foi um fator crucial para dificultar o fechamento de brechas regulatórias que favoreciam organizações criminosas. Em coletiva de imprensa, ele enfatizou a resistência enfrentada ao tentar implementar medidas de transparência para essas fintechs.
Desvendando a estrutura financeira do crime
Barreirinhas revelou que a operação expôs uma complexa rede de lavagem de dinheiro, utilizando “contas-bolsões” e cadeias de fundos de investimento para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos. As seis fintechs identificadas movimentaram aproximadamente R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.
Uma das fintechs isoladamente movimentou mais de R$ 1 bilhão em espécie, prática que não deveria ser permitida. Durante a operação, também foi encontrado mais de R$ 1 milhão em espécie em uma das instituições investigadas.
O secretário classificou a Operação Fluxo Oculto como a maior ação contra organizações criminosas, não apenas pelos valores envolvidos, mas pela abordagem inovadora e colaborativa do Estado para atacar o financiamento do crime organizado.
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Avanços regulatórios e combate ao crime organizado
Após as investigações, Barreirinhas apontou que o Estado avançou em várias frentes regulatórias. Entre as medidas, está a nova regulação dos fundos de investimento, que agora devem informar à Receita Federal sobre os beneficiários finais, além da adequação das declarações de criptoativos aos padrões internacionais da OCDE.
Essas iniciativas visam fortalecer o combate às organizações criminosas no Brasil, com um esforço cooperativo e interinstitucional para desmantelar suas operações financeiras.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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