Receita Federal Rebate Acesso a Dados Fiscais de Paulo Gonet
A Receita Federal negou, nesta terça-feira (17 de fevereiro de 2026), que houve acesso a informações fiscais sigilosas do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de seus familiares. A declaração ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) emitir um comunicado sobre a investigação de um possível vazamento de dados fiscais envolvendo ministros da Corte e o PGR.
Em nota, a Receita esclareceu que não foi detectado nenhum acesso indevido aos dados fiscais de Gonet e seus familiares. O STF apenas solicitou auditoria dos dados de acesso de todos os ministros do STF, do PGR e de seus parentes, o que não implica que houve acesso a informações sigilosas.
Investigação sobre Vazamentos de Dados Fiscais
Na manhã do mesmo dia, a Receita Federal reafirmou sua posição de não tolerar desvios relacionados ao sigilo fiscal. O órgão mencionou um inquérito do STF, aberto em 12 de janeiro, que investiga possíveis vazamentos de dados bancários de ministros e seus familiares, envolvendo a Receita e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A Receita informou que a auditoria está em andamento e que quaisquer desvios detectados serão comunicados ao relator no STF. O órgão destacou que seus sistemas são totalmente rastreáveis, permitindo a identificação e punição de desvios, inclusive na esfera criminal.
Operação da Polícia Federal
Nesta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, como parte da operação que investiga a quebra de sigilo fiscal. A Receita Federal afirmou que está colaborando com a investigação e que os resultados serão divulgados oportunamente.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após solicitação da Procuradoria Geral da República (PGR). Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como monitoramento de alvos por tornozeleira eletrônica e proibição de saída do país.
Contexto da Investigação
O inquérito também considera a possibilidade de medidas adicionais, como perícia em computadores utilizados para acessar dados e quebra de sigilo telemático de autoridades, caso as informações obtidas não sejam suficientes. Recentemente, dados pessoais de autoridades começaram a ser divulgados em reportagens, levantando preocupações sobre a segurança das informações fiscais.
O secretário da Receita Federal é Robinson Barreirinhas, e o Coaf é liderado por Ricardo Andrade Saadi, delegado da Polícia Federal. Ambos os órgãos estão sob supervisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Fonte por: Poder 360
