Recuperação de áreas degradadas poderá ser financiada com R$ 31,4 bilhões

O segundo leilão do Eco Invest Brasil arrecadou R$ 17,3 bilhões em capital catalítico proveniente de 11 instituições financeiras.

16/08/2025 6:38

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(Imagem de reprodução da internet).

Através do capital catalítico, o governo e instituições financeiras privadas investem de maneira filantrópica, com maior tolerância ao risco, considerando o retorno social dos projetos. Esse dinheiro impulsiona recursos para investimentos tradicionais, seguindo a lógica do mercado.

De acordo com o Tesouro, R$ 16,5 bilhões foram provenientes da linha pública de capital catalítica do Eco Invest, em relação aos R$ 17,3 bilhões arrecadados no leilão.

Com edital lançado em abril, o 2º leilão do Eco Invest Brasil mobiliza recursos para recuperar aproximadamente 1,5 milhão de hectares de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica, do Cerrado, da Caatinga, do Pampa, do Pantanal e da Amazônia. A Floresta Amazônica foi incluída no final de junho.

Após duas adições de prazo, as propostas foram submetidas até o dia 21 de julho. Os projetos necessitaram cumprir critérios ambientais rigorosos, abrangendo a recuperação do solo e a preservação da fauna e da flora.

Cada investimento foi avaliado considerando o nível de intensificação da ação e a área de mata nativa a ser recuperada, com exigência de valor mínimo de R$ 100 milhões. Os recursos arrecadados serão utilizados pelo Programa Caminho Verde Brasil, do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), e pelo Planaveg (Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa), coordenado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).

O leilão contou com o apoio técnico do BID (Banco Inter-Americano de Desenvolvimento), que auxiliou na estruturação das linhas de crédito climático do programa, e da Embaixada do Reino Unido no Brasil, que impulsionou soluções financeiras que unem a atração de capital privado com impacto socioambiental positivo. O BID informou que a área recuperada será equivalente a quase 3 vezes o tamanho do Distrito Federal, podendo gerar mais de 170 mil empregos.

Os recursos disponibilizados serão direcionados a produtores rurais, cooperativas agropecuárias e empresas vinculadas às cadeias produtivas do agronegócio, incluindo fabricantes de bioinsumos, empresas de tecnologia agrícola, frigoríficos, processadoras de alimentos, usinas de biocombustíveis e traders (profissionais do mercado financeiro que negociam ativos em bolsas de valores). O objetivo é assegurar que a recuperação ambiental esteja associada à inclusão social e produtiva.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte por: Poder 360

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