Redução da pressão da água economiza 105 bilhões de litros em São Paulo
Governo de São Paulo implementa modelo inovador para monitoramento da gestão dos mananciais na Região Metropolitana.
Economia de Água na Região Metropolitana de São Paulo
Desde a implementação da redução da pressão noturna, em 27 de agosto do ano passado, a Região Metropolitana de São Paulo economizou 105 bilhões de litros de água. Esse volume é suficiente para abastecer 14,5 milhões de pessoas por cerca de 30 dias, o que equivale à população de cidades como Guarulhos, São Bernardo e Mauá.
A redução da pressão noturna foi uma decisão do Governo de São Paulo e da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), visando preservar os mananciais durante a pior estiagem dos últimos dez anos, em um cenário de emergência climática. Inicialmente, a medida foi aplicada por oito horas, das 21h às 5h, e, a partir de 22 de setembro, o horário foi estendido em duas horas, começando às 19h.
Desde outubro do ano passado, o Governo de São Paulo adotou um modelo inovador de monitoramento e gestão das águas dos mananciais que abastecem a região, com o intuito de facilitar decisões rápidas em períodos de escassez hídrica.
Modelo de Monitoramento e Gestão das Águas
A nova metodologia de gestão das águas conta com sete faixas de atuação, que variam conforme os níveis de reserva durante períodos de chuva e estiagem. Essas faixas ajudam os gestores a identificar as medidas adequadas a serem tomadas em cada situação.
O monitoramento é realizado diariamente pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que compila dados de sete reservatórios interligados na Grande São Paulo, incluindo o Cantareira, responsável por abastecer quase metade da região. O SIM fornece informações detalhadas sobre cada represa, além de índices pluviométricos e comparativos com períodos anteriores, permitindo decisões baseadas no desempenho global dos mananciais.
Investimentos da Sabesp em Segurança Hídrica
Nos últimos anos, os investimentos realizados têm fortalecido a resiliência do sistema de abastecimento de água em São Paulo. Projetos como a transposição Jaguari-Atibainha, que transfere água da bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, e a conclusão do Sistema São Lourenço são exemplos de iniciativas que aumentaram a segurança hídrica na região metropolitana.
Recentemente, foi iniciado o bombeamento de até 2.500 litros por segundo da bacia do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê. Além disso, está em execução a interligação Billings-Alto Tietê, que permitirá a captação de até 4 mil litros de água bruta por segundo na represa Billings, em São Bernardo.
Até 2025, a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Rio Grande, com um investimento de R$ 120 milhões, aumentará a capacidade em 500 litros por segundo, beneficiando mais de 120 mil pessoas. A modernização da Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista também está prevista, com investimento de R$ 25 milhões.
Desde a desestatização, a Sabesp planeja investir mais de R$ 5 bilhões até 2027 em novas obras para aumentar a resiliência hídrica, melhorando a capacidade de resposta do sistema em situações de seca prolongada e alta demanda.
Uso Consciente da Água
A superação de cenários de seca prolongada depende tanto da gestão técnica quanto da colaboração da sociedade. O Governo do Estado tem enfatizado a importância do uso consciente da água, especialmente em tempos de altas temperaturas e menor volume de chuvas.
Pequenas ações diárias podem fazer a diferença na preservação dos mananciais e na segurança hídrica. Por exemplo, reduzir o tempo do banho de 15 para 5 minutos pode economizar até 162 litros de água; lavar o carro com balde, em vez de mangueira, evita o desperdício de 176 litros; e varrer a calçada, ao invés de lavá-la, pode poupar até 279 litros a cada 15 minutos.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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