Relatório revela que violência armada não é prioridade da OMS

Documento revela falta de atenção ao tema em resoluções do organismo de 1948 a 2024 e apresenta recomendações. Confira no Poder360.

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O levantamento avaliou a violência entre políticos, incluindo titulares, candidatos e aqueles que deixaram o cargo ou a candidatura em até 5 anos antes do crime, e ativistas

O levantamento avaliou a violência entre políticos, incluindo titulares, candidatos e aqueles que deixaram o cargo ou a candidatura em até 5 anos antes do crime, e ativistas

OMS Reduz Prioridade para Violência Armada em sua Agenda

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a violência armada como uma prioridade em sua agenda. Um levantamento recente, divulgado na terça-feira (10 de fevereiro de 2026), revelou que apenas 39 resoluções da Assembleia Mundial da Saúde mencionaram a violência de forma genérica, sem qualquer referência específica a armas de fogo.

Análise da Coalizão Global sobre Violência Armada

A Coalizão Global para a Ação da OMS sobre Violência Armada analisou mais de 3.200 resoluções da OMS desde 1948 até 2024. A pesquisa, liderada por instituições do Geneva Graduate Institute, conta com a colaboração de especialistas nas áreas de saúde e gênero. O estudo completo está disponível em formato PDF.

Impacto da Violência Armada na Saúde Pública

O estudo destaca que a falta de atenção ao tema ocorre em um contexto em que a violência armada é uma das principais causas de morte entre crianças e adolescentes em vários países. Anualmente, mais de 250 mil pessoas perdem a vida devido ao uso de armas de fogo.

Contexto Regional da Violência Armada

Esse problema é especialmente grave em países das Américas, do Caribe e do Sul da África. No México, Brasil, Colômbia e Estados Unidos, o disparo de armas de fogo é a principal causa de morte entre jovens de 1 a 19 anos. Além das fatalidades, muitos sobreviventes enfrentam ferimentos e um aumento no risco de desenvolver transtornos de ansiedade.

Recomendações para a OMS

O relatório ressalta o papel histórico da OMS nas décadas de 1990 e 2000, quando a violência foi reconhecida como uma questão de saúde pública. A OMS publicou estudos importantes e promoveu abordagens preventivas, mas agora é necessário que a organização lidere uma resposta global ao problema, semelhante ao que fez com o tabaco e a segurança no trânsito.

Entre as recomendações do estudo estão:

A coalizão considera fundamental reintegrar a violência armada na agenda de saúde pública para desenvolver políticas públicas mais consistentes, integradas e eficazes.

Fonte por: Poder 360

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