Protestos no Irã geram apoio internacional
Nos últimos dias, autoridades de diversos países expressaram apoio aos iranianos que protestam contra o regime dos aiatolás, em meio a uma forte repressão governamental. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que o bloco europeu “apoia integralmente” os manifestantes, enquanto Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, criticou a resposta desproporcional das forças de segurança iranianas.
Kallas destacou que a violência contra manifestantes pacíficos é inaceitável e que o fechamento da internet, combinado com a repressão, revela um regime temeroso de seu próprio povo. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também condenou a repressão e pediu à comunidade internacional que aumentasse a pressão sobre Teerã.
Reações de líderes mundiais
Na sexta-feira, líderes da França, Alemanha e Reino Unido se uniram para condenar o assassinato de manifestantes no Irã. Em um comunicado conjunto, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizaram que as autoridades iranianas têm a responsabilidade de proteger sua população e garantir a liberdade de expressão e reunião pacífica.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também se manifestou, alertando os líderes iranianos, enquanto seu secretário de Estado, Marco Rubio, reafirmou o apoio dos Estados Unidos ao povo iraniano. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, declarou que a proteção da segurança é uma “linha vermelha” e prometeu proteger a propriedade pública enquanto intensifica os esforços para conter os protestos.
Contexto dos protestos e suas consequências
Os protestos, que começaram em resposta à crescente inflação, rapidamente se tornaram políticos, com os manifestantes exigindo o fim do regime islâmico. O Exército iraniano alegou que “grupos terroristas” estão tentando desestabilizar a segurança do país. O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, anunciou que os processos contra os manifestantes serão implacáveis.
Nos últimos 13 dias, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A situação se agravou com o aumento dos preços de produtos básicos e a decisão do Banco Central do Irã de encerrar um programa que permitia acesso a dólares mais baratos, levando a um aumento nos preços e ao fechamento de lojas.
Conclusão sobre a crise no Irã
A crise no Irã reflete um descontentamento crescente com a situação econômica e a repressão política. O apoio internacional aos manifestantes pode pressionar o regime a reconsiderar suas táticas de repressão. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novos protestos e uma resposta ainda mais intensa das autoridades iranianas.
Fonte por: CNN Brasil
